quinta-feira, maio 13, 2010

sócrates e passos

Sejamos claros: o que se tem vindo a passar na política portuguesa em nome da crise é verdadeiramente vergonhoso. Sócrates sempre defendeu que o Governo não aumentaria os impostos; Passos Coelho sempre criticou essa mesma possibilidade. Conhecíamos Sócrates (do ponto de vista personalista, a amigação que resultou do dílúvio madeirense é exemplo maior); ficámos, agora, a divisar Passos. Afinal, onde pára a mudança? Mas interessa também focar o seguinte ponto: o aumento da carga fiscal recai mais pesadamente sobre os contribuintes de menores recursos. Basta somente seguir alguns exemplos: é bem mais apetecível deixar de usufruir de algumas dezenas de milhares de euros por ano para quem ganha 3 milhões do que 200 euros para quem tem um ordenado de pouco mais de 1000 euros por mês. Mas estes senhores já enchem o peito e afirmam que é possível descer o défice mais do que o previsto (penso que Sócrates falou em 4, 3% em 2011). Parece o Mexia da EDP com a conversa dos objectivos atingidos. Assim, também eu.

adenda: Passos Coelho pediu desculpas aos portugueses por assinar este acordo com o Governo. Remeto o leitor para a primeira frase deste post.

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vamos pela estrada e sentimo-nos bem. lá fora, o vento sopra, a neve cai, voam duas aves perdidas. eu sei que tenho de chegar a algum lugar...

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