quarta-feira, junho 30, 2010

chicoespertismo

Atrasado, mas entra aqui ainda a tempo: primeira página do Expresso: "Ex-assessor do Governo vende chips para SCUT". Depois vem o enredo. E a conclusão que se tira é que nós, enquanto nação governada por algumas luminárias, estamos cavadamente mergulhados neste tipo de espertezas. Tudo dentro dos postulados da legalidade vigente, obviamente.

selecção de futebol

Não gosto de endeusamentos. No caso de Cristiano Ronaldo, ele também não tem culpa no que à volta dele se gerou. Daí que a pressão de ser capitão da selecção, de ser o jogador mais bem pago do mundo (1 euro por segundo de nível salarial) tornou-se o maior calvário para o jogador. Tudo isto aliado a um treinador confrangedoramente mediano, deu no que deu: uma equipa vazia, despersonalizada.

sábado, junho 19, 2010

morte de saramago

Dos primeiros pensamentos que me ocorreu quando soube do falecimento de José Saramago foi que esta bem poderia esperar mais uns tempos. Saramago, na sua vertente polemizada, ainda fazia muita falta à sociedade portuguesa. Pela coragem, pela clareza, pelo ideário, pela inércia da própria sociedade.

domingo, junho 13, 2010

o amadureciento precoce dos pré-adolescentes

Ontem passou nos telejornais um estudo orientado por um (ou mais?) psicólogo(s) o qual deduzia que as crianças na entrada da pré-adolescência adquirem, nos dias que correm, um sentido de maturidade muito mais evidente que as gerações precedentes. O motivo de tal conclusão relaciona-se, exclusivamente (foi este o meu entendimento), com a apetência destas criancinhas para a chamada tecnologia.
Permitam-me, caros psicólogos, discordar. Quando muito, estas criancinhas ganharão mais à-vontade no trabalho com jogos e computadores e afins. O que tem isto a ver com amadurecimento? O que dirão estes investigadores sobre aquelas crianças que, aos doze anos, em vez de facebooks e messenger's, têm na mão uma enxada que usam nos intervalos escolares?

sábado, junho 12, 2010

o hotel da seleção

Ouvi hoje na televisão a cretinice transmitida por um dos responsáveis da seleção de futebol na África do Sul a respeito dos custos do hotel. Parece que o local onde a comitiva se encontra hospedada é um dos mais caros, de entre todas as seleções. A explicação desse responsável foi esta: a qualidade e os custos da hospedagem estão de acordo com a nossa posição no ranking da FIFA. Para esta gente não existem país, défice, dívida pública, pec, subida de impostos, cortes sociais, desemprego, nível de vida.
Para este magote futebolístico, acarinhado como verdadeiro herói pelo povo, o país começa e acaba no jogo e nos proventos excelsos que dele tiram. A seleção da Dinamarca, por exemplo, que até ficou à nossa frente no grupo de apuramento, optou por uma estadia bem mais despretensiosa.
Seguindo o raciocínio deste responsável, os pergaminhos da nossa equipa, com o honroso terceiro lugar à partida, dar-nos-á para, no mínimo, mantermos esta posição.

sexta-feira, junho 11, 2010

avaliação dos professores

Mais uma volteada nesta novela da avaliação dos professores. De recurso em recurso, a carta chega sempre a Garcia. Como já é do conhecimento público (apesar da Fenprof ainda não ter sido formalmente informada) os tribunais administrativos e fiscais de Lisboa e Beja deram razão ao recurso apresentado pelo Governo contra a providência cautelar apresentada pela central sindical. Quero, no entanto, questionar o propósito do Ministério em incluir a avaliação de desempenho na graduação para efeitos de concurso. Vamos por partes.
Esta avaliação de desempenho (a do presente ano) destina-se a professores contratados. Ora, se são contratados, não estão na carreira. Não devem, por isso, estar sujeitos a regras compagináveis a uma qualquer carreira profissional. Procedendo deste modo, está o Ministério da Educação a atribuir uma espécie de carreira paralela a estes docentes contratados. Ainda há bem pouco tempo, no consulado de Maria de Lurdes Rodrigues, estes professores eram tratados, nos boletins dos concursos, como indivíduos, precisamente para os distanciar dos "verdadeiros" professores, isto é, daqueles que haviam sido integrados nos quadros. O próprio ex-Secretário de Estado da Educação, de seu nome Walter Lemos, referiu que aqueles (indivíduos) não podem ser considerados professores, visto não estarem ainda na carreira. E tem toda a razão. Acontece que estes trabalhadores contratados com habilitação profissional para dar aulas não podem "usufruir" desta distinção quando o que está em causa é a avaliação e não desfrutarem da mesma dignidade para subirem na graduação (já que é disto que estamos a falar) quando, por exemplo, concluem um mestrado ou então para solicitar uma licença sabática.
Deste modo, parece-me que a questão é, pois, constitucional: ou estes professores contratados são efetivamente tratados como professores – e aí devem ser abrangidos por todas os parâmetros que regem a profissão –, ou então devem continuar contratados e só estarem sujeitos a avaliação quando, verdadeiramente, entrarem nos quadros.

pt-tvi e a comissão de inquérito

Concluiu finalmente a Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso PT-TVI que o primeiro-ministro, afinal, havia tido conhecimento do enredo que preconizava a compra da TVI pela PT. Voltamos assim ao início desta narrativa política. Sócrates pode muito bem afirmar o que sempre o norteou: não tinha conhecimento formal daquilo; o que sabia era pelos jornais, como qualquer cidadão.
Curioso conhecimento; estranha Comissão. O que esta relatou foi simplesmente isto: Sócrates mentiu ao Parlamento, perante os deputados e perante os portugueses. Só que ninguém naquela sala de sábios comissários teve a coragem de apontar esta circunstância. Ao invés, enredaram-se em justificativas e anfratuosidades oratórias. É que ninguém quer, neste momento, eleições antecipadas. Para o PSD, será sempre mais adequado esperar ventos mais favoráveis para tomar de assalto São Bento.

quinta-feira, junho 10, 2010

ex-ministros condecorados

Eu não entendo muito bem a lógica das condecorações presidenciais. Hoje vi dois ex-ministros que foram despedidos por Sócrates receberem o penduricalho presidencial: a Isabel Pires de Lima, que norteou a cultura, e o do ambiente, cujo nome não sei (nem eu nem presumo 99, 2% dos portugueses). Fizeram estes dois assim tanto pelo país que justifique esta distinção? Cavaco Silva lá saberá. Do mesmo modo, a atriz Eunice Munoz já vai na terceira medalha. Não haverá aqui uma tendência demasiado impressionista?

a nossa superioridade

Bastaram dois assaltos a jornalistas ocorridos em dois hotéis distintos, em África do Sul, para que a nossa superioridade colonial desse logo amostras. O pivot do telejornal da TVI teve mesmo tempo para endereçar ao seu colega do direto sul-africano uma piadinha que revela bem o que esta gente tem na cabeça: olha que estás num sítio bem propenso para seres assaltado (as palavras não foram estas mas o sentido está lá). O outro, coitado, riu às gargalhadas. Presumo que muita gente consumidora destas idiotices futebolísticas que têm inundado as televisões tenha tido uma reação semelhante ao acefálico repórter. É que como todos nós sabemos, assaltos violentos só acontecem nesses países africanos. Nós, por cá, na segurança presumida do campanário europeu, não estamos nada habituados a essas coisas.

segunda-feira, junho 07, 2010

presunção e água benta...

... cada um toma a que quer. Esta gente é toda ela farinha do mesmo saco. As palavras hoje proferidas por Constâncio, o extraordinário ex-governador do Banco de Portugal, quando se despediu do cargo que ocupou tão brilhantemente nos últimos anos, fizeram-me lembrar o não menos extraordinário ex-primeiro ministro Durão Barroso, aquele que fugiu às suas responsabilidades governativas. Constâncio agora é mais um lá nos meandros da Europa. Deixa de se dedicar às miudezas domésticas para mergulhar nos negócios do Banco Central Europeu. Disse então o nosso ex-governador, de malas já há muito aviadas, que foi decerto escolhido para vice-presidente dessa instituição europeia por causa do seu bom empenho cá no burgo. Presunção e água benta, cada um toma a que quer...

sentidos patrióticos

Actualmente, torna-se demasiado híbrido falar em patriotismo. Para Cavaco, por exemplo, constitui um sinal de patriotismo passar férias cá dentro. Tomando essa atitude, evitamos mais importações e o crescimento da dívida pública. Pelo contrário, o Ministro da Economia reza para que os outros presidentes e chefes de Estado não optem por este tipo de assimilações, pois constituiria, para Portugal, uma quebra de receitas assinalável, tendo em conta o destino turístico do país para muitos estrangeiros. Já o anterior ministro da economia, o saudoso Manuel Pinho, apelou para que se consumissem produtos portugueses. No mesmo sentido, olho para a Europa, para a União, e vejo cada um a tratar da sua vidinha. O que eu singela e envergonhadamente concluo de tudo isto, é que a União Europeia existe somente para nos guiar, diariamente, nos tortuosos caminhos do além défice. O pior é que só temos uma vida. E o primeiro-ministro inglês, David Cameron, já tornou público que temos crise para muitos anos. Que é como quem diz, andaremos neste impasse existencial mais tempo do que supúnhamos. O melhor é mesmo fazer férias cá dentro... mas de casa.

domingo, junho 06, 2010

o desejo de sócrates

Sócrates tinha o imperioso e secreto desejo de conhecer Chico Buarque de Hollanda. A este tal coisa nunca lhe passara pela cabeça. Sócrates meteu uma cunha. Nada mais, nada menos do que o presidente Lula. Vieram depois as habituais confusões socráticas: o Chico conhecera finalmente o primeiro de Portugal. Barafustou aquele: não partira do cantor e escritor a realização do encontro. O famoso gabinete de Sócrates teve de resolver a contenda: um mero mal-entendido: foi de facto a vontade do primeiro-ministro que despoletou tudo isto. Vasco Pulido Valente escreve um artigo a criticar Sócrates, acusando-o de provincianismo e de se aproveitar do cargo que ocupa para satisfazer um capricho juvenil. É seguido por muitos analistas políticos. Com razão, digo eu. Mas têm também de apontar o dedo para as veleidades de outros estadistas. Afinal, qual o presidente ou primeiro-ministro que nunca aproveitou viagens de Estado para conhecer ou dar a conhecer à sua dama um qualquer destino turístico? Ainda recentemente, vi a nossa primeira-dama regozijar de felicidade com a demorada e quase irrealizável oferenda do marido: passar um dia inteiro em Capadócia (um velho sonho de Maria Cavaco Silva). É que a visita de Estado à Turquia ficava mesmo ali ao lado...

a seleção

Voltemos à seleção de quase todos nós. Parece-me a mim, neste meu acesso modesto de patriotismo, muito difícil ficar indiferente a toda a movimentação dos emigrantes portugueses em África do Sul em torno da seleção. É, no fundo, uma a ausência forçada da terra que eles podem, naquele momento, reclamar. Mais do que o fenómeno futebolístico, aquelas pessoas querem sentir o calor do que deixaram para trás, muitos há trinta e mais anos (o que torna esta posição de carinho muito mais relevante).
Daí que nos coloquemos na cabeça dos jogadores brasileiros que jogam na equipa de Portugal. Entenderão eles isso, o entranhado cultural subjacente a este fenómeno migratório tipicamente português? Não. Obviamente que não. Basta vê-los a trautear o hino. Pergunta que me imponho fazer, que estará decerto, neste momento, a trabucar a cabecinha de muitos leitores: e os outros, os indígenas? Sentirão eles isso? Neste sentido, retive uma resposta do nosso jogador mais carismático a uma pergunta estúpida (são incontáveis) de um jornalista sobre se (ele) prometia alguma coisa aos adeptos (o título, vitórias...). Respondeu então o madeirense: "se eu não prometo à minha família, vou agora prometer aos outros...". Aos outros!... Lembrei-me dos emigrantes, dos outros... Os outros, para aqueles luso-sul-africanos, somos nós. E é este nós que faz toda a diferença. Para esta casta de jogadores, habituados a mundos e fundos, não há - porque não entendem - o nós. O nós é aquele contrato de milhões. Portugal é uma vaga ideia.

sábado, junho 05, 2010

a passagem do 8º para o 10º ano

Não me parece que esta medida do Ministério da Educação, a qual possibilita que alunos com mais de quinze anos e que ainda não tenham completado o 8º ano de escolaridade possam transitar diretamente para o 10º ano se obtiverem avaliação positiva nos exames nacionais (mediante a respetiva proposta e autorização dos encarregados de educação), seja mais do que uma colateralidade pedagógica. Por isso, o natural reboliço político e, diga-se desde já, de alguns pedagogos e aspirantes a sê-lo, não é mais do que um mero registo lógico (protesto, logo existo).
A medida é correta porque abrange uma faixa etária muito particular, em que as mudanças são por demais evidentes a todos os níveis constitutivos das personalidades dos rapazes e raparigas. Para além disso, quem atingir, no âmbito dos exames nacionais do 9º ano, níveis positivos, mesmo que tenha atrás de si uma história de retenção (ou retenções), merece a inexorável possibilidade de continuar o seu futuro, matriculando-se no ensino secundário.

é assim que começam

Afinal, as juventudes partidárias sempre servem para isto: catapultar incógnitos políticos para a esfera pública. Então quando estes precoces seres têm uma mãozinha dum sénior, a coisa corre, de facto, sobre rodas. Manuel Alegre, o candidato, ajudou a promover um pouquinho mais Duarte Cordeiro, líder da Juventude Socialista, ao convidá-lo para dirigir a sua campanha nacional. Diz então Cordeiro que, para além de não ter hesitado, acha mesmo que é um convite naturalíssimo, pois tem o poeta a expectativa de ser ele (o Cordeiro) uma "via facilitadora para um contacto com as estruturas socialistas e com as gerações mais novas". Empolgado, não se deixa ficar: "conheço bem os dirigentes distritais e os presidentes de câmara. E tenho uma boa relação com o Bloco". A minha dúvida é tão-somente saber se os presidentes de câmara conhecem Cordeiro. Para além disso, esta escola socrática-de-trazer-por-casa não me parece a melhor aposta para dirigir uma campanha eleitoral para as presidenciais. E sabendo que foi já este Cordeiro que esteve à frente da campanha de Soares em Lisboa (estes candidatos não resistem ao fátuo fogo desta partidarite jovem, de facto), na qual ajudou o ex-Presidente da República a ficar à frente de Jerónimo de Sousa, Francisco Louçã e Garcia Pereira, tem Manuel Alegre, aparente e prenunciadoramente, uma tarefa algo complicada. Nada que assuste este promissor líder da JS: em resposta a uma pergunta sobre como irá conciliar apoios tão contraditórios como o BE e o PS, disse: "um dia de campanha ou um fim-de-semana de campanha são suficientemente longos para que todos possam aparecer". Pois, e os eleitores são burros, pensará o Cordeiro.

quinta-feira, junho 03, 2010

o retroactivo teixeira dos santos

Sigo a linha de pensamento de António Pina hoje no Jornal de Notícias sobre o princípio avocado por Teixeira dos Santos que tem em conta uma suposta retroactividade fiscal. Acontece que a Constituição da República preconiza o seu oposto, isto é, o princípio da não retroactividade fiscal. Mas para o nosso ministro das finanças este paradigma constitucional não é um "valor absoluto", nem se sobrepõe ao bem público. Acontece que, por princípio, qualquer Constituição é uma espécie de reorganização social imposta politicamente, onde a lei "natural" é pois substituída por normas de funcionamento reguladoras. E é este regulador que desenvolve laços referenciais duradouros. Se é certo que o texto constitucional pode e deve ser alterado de acordo com a vontade do povo (princípio no qual já se baseava a Constituição Francesa de 1793), não me parece que um ministro das finanças tenha qualquer espécie de prerrogativa que lhe permita uma reinterpretação conveniente.

adenda ao post anterior

O que um miúdo de uma aldeia de Chaves respondeu ao jornalista do Jornal de Notícias domina todo o meu argumentário a respeito do encerramento das escolas (parece que vão ser 900 até final do próximo ano lectivo). Afirma então o Gonçalo, de 7 anos, que preferia ficar na aldeia onde poderia dormir mais.

quarta-feira, junho 02, 2010

encerramento de escolas

Mais uma das extraordinárias medidas "pedagógicas" levadas a cabo por as não menos extraordinárias equipas ministeriais, as quais decidiram que as escolas com menos de 21 alunos devem, em nome da evolução escolar dos discentes, encerrar. Depois, vem a hipocrisia: melhores escolas, melhores professores (?), mais e melhores equipamentos, mais miúdos a conviver entre si. É importante que se anote este último ponto: a convivência dos alunos.
A escola é, indubitavelmente, um espaço de convivência. Todavia, deve ser encarada, sobretudo, como um espaço de aprendizagem. Aliás, existem outros espaços de convivência para além dos muros escolares, bem mais saudáveis. Só se considerarmos que a denominada convivência deve andar de mãos dadas com o espaço da aprendizagem, com igual percentagem de relevância. A meu ver, não. Os alunos devem, desde o primeiro ciclo, objectivar a escola como aquele lugar onde a brincadeira fica de fora, onde se faculta mais um salto progressivo no seu desenvolvimento humano. Nesta perspectiva, não era de todo descabida o que se passava "antigamente", com os alunos a encararem o primeiro dia de aulas do primeiro ano escolar como uma "opção" obrigatória, em que a fronteira do sonho e da realidade emergia, tenuemente, num envolvimento teimosamente indagador. Esperem, senhores das ciências da educação, esperem psicopedagogos e assistentes pedagógicos e afins, esperem... não me crucifiquem já!... Eu também sei da importância do lúdico, dos afectos, dos vídeos projectores e dos power points. Sei isso tudo. Mas também sei o que é ir para uma escola de autocarro a não sei quantos quilómetros de distância, chegar a casa de noite, com frio, após uma viagem mal amanhada.
E também sei do despovoamento da ruralidade do país. Sei que depois se fecham centros de saúde porque as pessoas que vivem numa determinada área geográfica não são suficientemente "rentáveis" para a manutenção desse mesmo espaço. Sei que só com muita abnegação é que um jovem casal decide alicerçar uma vida num lugar assim.
Sei que Portugal é um pequeno país e é, provavelmente, o que mais sofre, em toda a União Europeia, de gritantes desigualdades sociais e regionais. Sei que depois vêm articulistas famosos satirizar os habitantes de Valença, precisamente com base no escasso número de utentes do concelho, quando estes simbolicamente decidiram agradecer ao alcaide de Tui a disponibilização das urgências locais para socorrer a população.
Sei, pois, isso tudo. Mas teimamos neste Portugal com "p" pequeno, neste Portugal futuro onde, ao contrário dos versos de Ruy Belo, é cada vez mais difícil ser feliz.

coisas

vamos pela estrada e sentimo-nos bem. lá fora, o vento sopra, a neve cai, voam duas aves perdidas. eu sei que tenho de chegar a algum lugar...

neste momento...