sábado, junho 05, 2010

a passagem do 8º para o 10º ano

Não me parece que esta medida do Ministério da Educação, a qual possibilita que alunos com mais de quinze anos e que ainda não tenham completado o 8º ano de escolaridade possam transitar diretamente para o 10º ano se obtiverem avaliação positiva nos exames nacionais (mediante a respetiva proposta e autorização dos encarregados de educação), seja mais do que uma colateralidade pedagógica. Por isso, o natural reboliço político e, diga-se desde já, de alguns pedagogos e aspirantes a sê-lo, não é mais do que um mero registo lógico (protesto, logo existo).
A medida é correta porque abrange uma faixa etária muito particular, em que as mudanças são por demais evidentes a todos os níveis constitutivos das personalidades dos rapazes e raparigas. Para além disso, quem atingir, no âmbito dos exames nacionais do 9º ano, níveis positivos, mesmo que tenha atrás de si uma história de retenção (ou retenções), merece a inexorável possibilidade de continuar o seu futuro, matriculando-se no ensino secundário.

2 comentários:

Arruda disse...

Seguindo a lógica do Autor, não se poderá esperar mais uns anos e deixá-los ir directamente para as Universidades? Ou então esperar um pouco mais e colocá-los directamente nas escolas, como docentes, claro, em substituição dos que tão injustamente os avaliaram até agora?

josé ricardo disse...

Segundo a minha lógica, caro Arruda (dos vinhos?), os alunos que reprovam num 8º ano não têm necessária e obrigatoriamente de ser confrontados com uma repetição de ano. Muitos destes alunos poderão até conseguir, num processo de autoconsciencialização que infelizmente não se assumiu ao longo do ano lectivo (eu sei lá por que motivos... olhe, por que o rapaz ou rapariga esteve mais interessado na construção de qualquer relação amorosa...), uma passagem para o ensino secundário através de exames nacionais de fim de ciclo. se então não atingirem esse fito, paciência, não tivessem sido "tolinhos" e regressam para o 8º. de qualquer modo, estou convito que o número de discentes que serão abrangidos por este sistema serão pouquíssimos. Mas os que forem têm, sem dúvida, o seu mérito. e não é o mérito que premiamos?

coisas

vamos pela estrada e sentimo-nos bem. lá fora, o vento sopra, a neve cai, voam duas aves perdidas. eu sei que tenho de chegar a algum lugar...

neste momento...