sábado, junho 05, 2010

é assim que começam

Afinal, as juventudes partidárias sempre servem para isto: catapultar incógnitos políticos para a esfera pública. Então quando estes precoces seres têm uma mãozinha dum sénior, a coisa corre, de facto, sobre rodas. Manuel Alegre, o candidato, ajudou a promover um pouquinho mais Duarte Cordeiro, líder da Juventude Socialista, ao convidá-lo para dirigir a sua campanha nacional. Diz então Cordeiro que, para além de não ter hesitado, acha mesmo que é um convite naturalíssimo, pois tem o poeta a expectativa de ser ele (o Cordeiro) uma "via facilitadora para um contacto com as estruturas socialistas e com as gerações mais novas". Empolgado, não se deixa ficar: "conheço bem os dirigentes distritais e os presidentes de câmara. E tenho uma boa relação com o Bloco". A minha dúvida é tão-somente saber se os presidentes de câmara conhecem Cordeiro. Para além disso, esta escola socrática-de-trazer-por-casa não me parece a melhor aposta para dirigir uma campanha eleitoral para as presidenciais. E sabendo que foi já este Cordeiro que esteve à frente da campanha de Soares em Lisboa (estes candidatos não resistem ao fátuo fogo desta partidarite jovem, de facto), na qual ajudou o ex-Presidente da República a ficar à frente de Jerónimo de Sousa, Francisco Louçã e Garcia Pereira, tem Manuel Alegre, aparente e prenunciadoramente, uma tarefa algo complicada. Nada que assuste este promissor líder da JS: em resposta a uma pergunta sobre como irá conciliar apoios tão contraditórios como o BE e o PS, disse: "um dia de campanha ou um fim-de-semana de campanha são suficientemente longos para que todos possam aparecer". Pois, e os eleitores são burros, pensará o Cordeiro.

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vamos pela estrada e sentimo-nos bem. lá fora, o vento sopra, a neve cai, voam duas aves perdidas. eu sei que tenho de chegar a algum lugar...

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