segunda-feira, maio 17, 2010

cavaco, o resignado

Se estivéssemos na realeza medieva, o cognome de Cavaco Silva, o rei, seria o de "o resignado". Na verdade, o nosso Presidente da República tem revelado uma vertente demasiado complacente. Desta vez - como sempre, aliás - a sua justificação para a promulgação do decreto-lei que permite a legalização do casamento homossexual foi os dos superiores interesses do país. Adiantou ainda que, se a sua atitude se apoiasse na rejeição da proposta dos partidos de esquerda, o mais certo seria que estes mesmos partidos recolocassem de novo este assunto para promulgação, agora obrigatória, do Presidente. E depois, sr. Presidente? É esta a mensagem que passa ao país? O que Cavaco Silva verbalizou esquematiza-se num raciocínio simples e objectivo: não concorda, mas para acabar com isto de vez, promulga.
O país merece um presidente sem medo de perder nas suas convicções. Estas devem ser defendidas até ao fim, mesmo que isso implique um remar opinativamente obstinado contra a maré. Se os nossos políticos fundadores do regime fossem confluentes deste tipo de linhagem, imagine-se onde é que ainda estaríamos...

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vamos pela estrada e sentimo-nos bem. lá fora, o vento sopra, a neve cai, voam duas aves perdidas. eu sei que tenho de chegar a algum lugar...

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