domingo, maio 31, 2009

uma espécie de farsa

O que se tem passado na actual campanha para o Parlamento Europeu configura, no âmbito dos dois grandes partidos do regime, uma espécie de farsa política. É verdades que nas cadeiras parlamentares, em Estrasburgo, PS e PSD se sentam, por imperativos formais, em hemisférios opostos: o PS fazendo parte do Grupo Socialista do Parlamento Europeu e o PSD do Grupo Popular Europeu. Todavia, os dois partidos nunca assumiram, ao longo destes 25 anos, qualquer dissemelhança (moeda única, vários tratados, o extraordinário apoio a Barroso, etc.), não se distinguindo, portanto, em matéria de política europeia. Na verdade, ambos continuam numa espécie de princípio iniciático, cujo paradigma não é mais do que a assunção de certos acordos e tratados que impulsionam a Europa como uma união de Estados. Ou seja: nenhum deles desenvolve uma campanha tendo em conta a linha orientadora dos respectivos grupos parlamentares, o que, de certo modo, seria o que melhor projectava o Parlamento Europeu e a União Europeia. Por isso, não havendo nada que os distinga, a única solução é virarem-se, na discussão eleitoral, para o país. Daí que estejamos, nesta campanha, relativamente a estes dois partidos, em presença de uma farsa política, pois o que se vai configurando não é mais do que uma pré-campanha legislativa.

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vamos pela estrada e sentimo-nos bem. lá fora, o vento sopra, a neve cai, voam duas aves perdidas. eu sei que tenho de chegar a algum lugar...

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