terça-feira, junho 02, 2009

as ordens e os ordenados

Nunca percebi muito bem a relevância de muitos agraciados com os diversos penduricalhos que, anualmente, o Presidente da República atribui. Dos variadíssimos nomes que pululam na lista destes anos, não conheço a maior parte. Outros há, todavia, que sei quem são e os serviços relevantes que prestaram ao país. Ouvi na rádio o nome de Moita Flores. Moita Flores? Aquele que andou na televisão com a Júlia Pinheiro e uma outra apresentadora que não sei agora o nome mas que também é, tal como a Júlia e ele próprio, "escritora"? Moita Flores condecorado com a Ordem do Infante Dom Henrique, aquela que visa "distinguir os que prestaram relevantes serviços a Portugal, no País e no estrangeiro" e "serviços de expansão da cultura portuguesa ou para conhecimento de Portugal, sua história e seus valores"? Não é que o Moita Flores tenha culpa, ou outros que fazem parte da lista. Aquela reside numa cultura de um país imprópria, na medida em que nos habituámos e sistematicamente alimentámos figurões de trazer cá por casa. Estarei a ser injusto com Moita Flores? Talvez. Mas tenho para mim que quem anda nestas vidas e nestas companhias não merece a ordem do Infante Dom Henrique.

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vamos pela estrada e sentimo-nos bem. lá fora, o vento sopra, a neve cai, voam duas aves perdidas. eu sei que tenho de chegar a algum lugar...

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