quinta-feira, junho 04, 2009

jornalismo opinativo ou de factos

Ontem em o Clube do Jornalista, na RTP2, andou às voltas sobre o tipo de jornalismo que se pratica em Portugal. O ponto de referência foi, desacertadamente, Manuela Moura Guedes. E foi desacertado porque se tem vindo a empolar, desregradamente, o formato do jornal televisivo apresentado pela jornalista. Na verdade, Manuela Moura Guedes sofre dum mal que atravessa a classe: opina quando não deve opinar. Ou seja: quem está à frente dum telejornal, por exemplo (o chamado pivot), tem uma função específica: apresentar notícias. Por conseguinte, deve-se reduzir (e reduzir aqui não tem qualquer sentido depreciativo) a esta limitação. Aqui não há, pois, lugar para a opinião. O mesmo se passa com um entrevistador. Este deve estudar previamente as perguntas e os temas que desenvolverá na entrevista e possuir uma capacidade (oportuna) de intervenção, na eventualidade do entrevistado se afastar dos temas impostos pelo jornalista. Nada mais do que isso. Ora, o jornalismo opinativo é outra coisa. Quem quiser opinar, não deve entrevistar nem apresentar telejornais. Tão simples quanto isso.

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vamos pela estrada e sentimo-nos bem. lá fora, o vento sopra, a neve cai, voam duas aves perdidas. eu sei que tenho de chegar a algum lugar...

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