quarta-feira, maio 20, 2009

o descrédito político

Sabemos todos que o descrédito em relação à política tem vindo a crescer cada ano que passa. Na verdade, podemos agrupar, socialmente, teorias várias. No entanto, não devemos colocar de lado os políticos e a própria política que se auto-alimenta através de uma legislação pronto-a-vestir. O exemplo das pseudocandidaturas de Elisa Ferreira, Ana Gomes (e Edite Estrela?) ao Parlamento Europeu e a autarquias pode ser considerado um paradigma deste descrédito. Como é possível que haja um valimento legal numa situação em que duas pessoas se candidatam a dois lugares distintos? Situações destas deveriam ser, pura e simplesmente proibidas por lei. Por uma questão de decência. Um outro exemplo deste calibre aconteceu quando António Costa saiu de ministro da Administração Interna para se candidatar ao convincente cargo de presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Toda a gente achou normal que um ministro de Portugal se afastasse do seu cargo (que jurou cumprir), a mando do seu partido, para ocupar um determinado lugar afastado da esfera ministerial. Se existe exemplo em que partido e governo se embrenham numa aleivosa condição política, este é, sem dúvida, um deles. Ora, são situações deste tipo - que são comuns a todos os partidos - que urgem expungir. Estou em crer que estas situações farão parte, um dia, de indignos episódios da história política e social do nosso país. Resta-nos a triste e decadente consolação que servirão, porventura, de objecto de estudo da ciência social e política.

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vamos pela estrada e sentimo-nos bem. lá fora, o vento sopra, a neve cai, voam duas aves perdidas. eu sei que tenho de chegar a algum lugar...

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