Pinto Monteiro, Procurador-geral da República, foi paulatinamente aparecendo, ora com uma entrevista, ora com umas declarações avulso, ora com mais uma entrevista... Um ponto comum a essas aparições convenientemente medietizadas diz respeito aos despropósitos verbais, como, por exemplo, a célebre entrevista ao jornal Sol, em que ele refere que, para falar ao telefone, coloca o volume da televisão bem alto e que tem a preocupação de falar junto deste aparelho. Tudo isto passou sem grande alcance crítico, tanto do ponto de vista político (Parlamento), como da perspectiva dos diversos orgãos de soberania (por exemplo, Governo e Presidente da República).
Mas o que me começa a preocupar tem a ver com a decisão de criar uma equipa que investigue os recentes crimes na noite do Porto completamente à margem de outras investigações que, soubemo-lo hoje, já decorriam há várias semanas.
Não pode haver, no que à investigação policial diz respeito, autonomias tão díspares, em que uns acabam necessariamente por atropelar outros.
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