sexta-feira, dezembro 10, 2010

propagandisticamente

José Sócrates, o melhor vendedor de ilusões que o país teve a chefiar um Governo (e houve-os mais ou menos às carradas), debate no Parlamento sobre os resultados do último PISA (2009). Portugal ficou, nestes testes, pouco abaixo da média dos países intervenientes. Sócrates salienta os resultados notáveis, os quais marcam uma época no país, um antes e um depois, segundo as suas próprias e extraordinárias palavras.
Neste sentido, importa relevar o seguinte: foi a primeira vez que Portugal atingiu, de facto, estes desígnios. Daí que se afigure notavelmente incipiente este alarido à volta do programa PISA. Aliás, este exemplo adequa-se na perfeição ao que foi e continua a ser o paradigma do sistema educativo em Portugal: tudo muito avulsivo, tudo muito sincrónico, tudo muito pouco projetivo. Neste sentido, ainda havemos de ver alguma luminária proclamar Maria de Lurdes Rodrigues como o melhor ministro da educação do Portugal democrático.

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vamos pela estrada e sentimo-nos bem. lá fora, o vento sopra, a neve cai, voam duas aves perdidas. eu sei que tenho de chegar a algum lugar...

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