domingo, março 10, 2013

seguro: o cravo e a ferradura

O que será que passou pela cabeça de António José Seguro ao afirmar que o último prefácio de Cavaco Silva, nos seus Roteiros, foi uma clara mensagem ao Governo: "Há uma clara mensagem dirigida ao Governo: se houver instabilidade e uma crise política em Portugal, a responsabilidade não é do senhor Presidente da República. Isso quer dizer que será do governo", afirmou, interpretativo, o líder do PS. Quando o país necessita de um PS claramente oposicionista e defensor do que foi o consulado Sócrates, mesmo admitindo os erros e as "loucuras" de alguns incompetentes ministros, Seguro assume-se um verdadeiro nim. A questão que Seguro deveria colocar, após o prefácio de Cavaco Silva, seria, simplesmente, esta: entre Sócrates e Passos, quem foi, afinal, melhor? Só mesmo para algumas cabeças feitas de enchidos comunicacionais (quem diz que o Governo não comunica bem?), a resposta calha na segunda opção.
Quero esclarecer o seguinte: eu fui muito crítico de José Sócrates e de muitos dos seus ministros, a começar pela inenarrável Lurdes Rodrigues, no espetáculo da educação, passando pelo Lino e Pinho, etc. Mas o que está a aconteceer neste momento ao país revela-se demasiado confrangedor e grave para ser aceitável. O que temos desde há um ano é um Governo que nunca o foi, um departamento incapaz de agir, incompetente e desconhecedor da realidade do país, ou melhor, das pessoas.

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vamos pela estrada e sentimo-nos bem. lá fora, o vento sopra, a neve cai, voam duas aves perdidas. eu sei que tenho de chegar a algum lugar...

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