quinta-feira, março 21, 2013

a (in)sustentável leveza das petições

Sabemos que estão na moda as petições por tudo e por nada. A última (a última é como quem diz... nos últimos cinco minutos já devem ter surgido uma poucas...) tem José Sócrates como centro potestativo. Quando se soube que o ex-primeiro-ministro fora contratado pela RTP para um programa de comentário político, aqui del rei que há que fazer alguma coisa. O quê? Petição, pois claro. O título é claro, límpido: "Recusamos a presença de José Sócrates como comentador da RTP". E recusam porque o homem arruinou o país, segundo advogam. O contra-argumentário foi lapidar e célere. Nova petição: "Petição a favor da presença de Sócrates na RTP".
Será isto a cidadania? Decerto que não. Esta descarga biliática, intempestuosa e raivosa mostra, de facto, muito do tecido psicossocial dos portugueses. Os que colocam o seu "voto" na petição do não, não constatam, por exemplo, que existe uma série de ex-governantes com culpas relativamente à atual situação do país. A começar por Cavaco Silva (e acabando em Passos Coelho, obviamente). Sócrates, é, simplesmente, mais um, o qual, por acaso, e vendo bem as coisas, é bem melhor do que o último elegido. este, sim, uma desgraça.

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vamos pela estrada e sentimo-nos bem. lá fora, o vento sopra, a neve cai, voam duas aves perdidas. eu sei que tenho de chegar a algum lugar...

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