sexta-feira, outubro 19, 2012

o eterno conflito democrata-cristão

Vi há pouco Paulo Portas na televisão, após uma prolongada reunião da sua Comissão Política (ao que parece, a moda agora é avaliar as reuniões não ao metro mas às horas). E o que ele veio dizer, ligeira e propositadamente desgastado, foi que o país não aguentava agora uma crise política e blá, blá, blá e mais blá, blá, blá. Falou também na conjuntura externa, relacionando-a com o país, o qual tem de estar preparado para uma eventual alteração dessa mesma conjuntura. Mas a questão fundamental ficou por resolver: revê-se o CDS nesta coligação? A resposta é clara e negativa, embora omissa.
O CDS-PP de Paulo Portas corre um sério risco de quase extinção parlamentar. Na atual situação que o país atravessa e que há de ainda vir, a pior decisão que este partido pode tomar é a de aniquilar por completo o seu ADN político. Coligado a um partido verdadeiramente popular, esponjoso no país rural, com algumas franjas também urbanas, consoante o desgaste do PS, a diferença de Paulo Portas deveria ser a de uma assunção plena das divergências, de um evidente projeto nacional. Daí que a decorrente saída deste executivo, com o sem acordo parlamentar não se afiguraria trágico para o país. Com eleições antecipadas ou sem elas, haveria soluções. Até porque este CDS-PP encontra-se, neste momento, mais próximo do PS do que do PSD. Ironias do destino.

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vamos pela estrada e sentimo-nos bem. lá fora, o vento sopra, a neve cai, voam duas aves perdidas. eu sei que tenho de chegar a algum lugar...


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