sexta-feira, outubro 05, 2012

5 de outubro

Foi o último 5 de outubro em que se comemora sendo feriado. O primeiro-ministro faltou com um néscio pretexto de estar numa insignificante cimeira em Bratislava. António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, discursou bem, mas foi covarde quando não deu oportunidade ao povo de se manifestar. O 5 de outubro tem um paralelo com o 25 de abril. Ambas as revoluções são populares. O povo não merece este tipo de desfeitas. Do mesmo modo, revela-se repugnante a eliminação deste feriado. Grandes poupanças!...
O melhor do 5 de outubro de 2012 foi uma rapariga que cantou Fernando Lopes Graça, com letra de João José Cochofel. Mereceu os aplausos finais:




Firmeza

Sem frases de desânimo,
Nem complicações de alma,
Que o teu corpo agora fale,
Presente e seguro do que vale.
Pedra em que a vida se alicerça,
Argamassa e nervo,
Pega-lhe como um senhor
E nunca como um servo.

Não seja o travor das lágrimas
Capaz de embargar-te a voz;
Que a boca a sorrir não mate
Nos lábios o brado de combate.

Olha que a vida nos acena
Para além da luta.
Canta os sonhos com que esperas,
Que o espelho da vida nos escuta.

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coisas

vamos pela estrada e sentimo-nos bem. lá fora, o vento sopra, a neve cai, voam duas aves perdidas. eu sei que tenho de chegar a algum lugar...

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