quarta-feira, setembro 10, 2014

o comissário moedas

Eu não consigo entrar na abnóxia mas facúndia discussão à volta do novel comissário Carlos Moedas. Como cidadão da União Europeia, estou-me perfeitamente nas tintas sobre se existe algum português na equipa de Jean-Claude Juncker. Provavelmente, há-os aos montes, em Bruxelas, desde motoristas a empregadas de limpeza. Carlos Moedas é só mais um que vai fazer qualquer coisita pela sua vida. Tal como outros antes dele fizeram, a começar, desde logo, pelo deslizante Barroso. Uns são de luxo, outros mais normalizados; outros ainda forçados. O que os une: trabalham fora de Portugal. Chamemos-lhes emigrantes, até por conveniência denominativa.
Adrede, por que raio se discute nas televisões o (excelente, diz o unanimismo) perfil de Carlos Moedas para a pasta da Investigação, Inovação e Ciência e não se perde um minuto com, por exemplo, Pierre Moscovici, ex-ministro das Finanças de Paris e futuro comissário económico europeu? Ou com o obliquamente extremado Jyrki Katainen, o finlandês que assumirá o cargo de vice-presidente para coordenar todos os principais temas ligados à economia, emprego, investimento e crescimento?

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vamos pela estrada e sentimo-nos bem. lá fora, o vento sopra, a neve cai, voam duas aves perdidas. eu sei que tenho de chegar a algum lugar...

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