segunda-feira, fevereiro 13, 2012

gente que não se conhece

De vez em quando, a frase de Paul Valéry sobre a guerra - "a guerra é um massacre entre gente que não se conhece, para proveito de pessoas que se conhecem, mas não se massacram" - assoma-se-me descomplexadamente, como se forçasse uma qualquer entrada desautorizada. Estes rompantes desassossegos são, obviamente, mais frequentes quando a temática versa a própria guerra. No entanto, penso que esta frase pode ser ajustada tendo em conta a aparentemente irresolúvel crise económica e financeira que passamos. Deste modo, poderíamos escrever que gente que não se conhece é arrebanhada pelas ações decretadas por gente que se conhece, mas que não arrebanha. Numa palavra, pois já vai longa a noite: é fácil prescrever, quando se vive (bem) acima da média do comum dos mortais, sofríveis remédios para uma suposta cura.

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vamos pela estrada e sentimo-nos bem. lá fora, o vento sopra, a neve cai, voam duas aves perdidas. eu sei que tenho de chegar a algum lugar...


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