quarta-feira, fevereiro 08, 2012

entrevista à josé gomes ferreira

Ouvi e vi a estafada entrevista de José Gomes Ferreira ao ministro da economia, Álvaro Santos Pereira. E o que se ressalvou de todo aquele monocordíssimo linguajar foi uma desconsolada sintomatologia de grau zero. Dois ou três desconcertados vocábulos a pairar naquela bafienta sala (o que estava no cimo da lareira eram sinos de natal?!...): reformas estruturais, brevemente e não há alternativa. Nada, pois. Estou mesmo propenso a crer que o próprio Álvaro não faz a mínima ideia de todo este seu teor discursivo. Diz o que tem de dizer e pronto. Tudo se resume a um efémero manual governativo. E as pessoas, essas, não cabem nas páginas do livro. O desígnio inicia-se e finaliza-se numa obstinação, numa congeminação troikana virada crença por este conjunto de pessoas mandadas. Cada vez mais o ser humano, na sua dignidade, não existe. Não há alternativa, diriam o Álvaro, o Passos, o Gaspar.

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vamos pela estrada e sentimo-nos bem. lá fora, o vento sopra, a neve cai, voam duas aves perdidas. eu sei que tenho de chegar a algum lugar...

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