sexta-feira, julho 22, 2011

portugal pequenino

Visitei prazenteiramente Guimarães. Esperava dececionar-me. E dececionei-me.
Com o sempre apetecível e anuente pretexto de estarmos inseridos numa lógica internacionalista de bom gosto, os autarcas, os governantes, os administradores arregaçam as mangas e toca a fazer obras, que já se afigura tarde. Foi assim que presenciei a outrora bela praça do Toural solvida num grande e aparatoso estaleiro de construção civil. É para o que servem estas candidaturas a capitais de alguma coisa. Estou certo que o resultado da transfiguração da praça será igualmente aprazível, moderna até. Aposto mesmo que nascerão alguns focos de luzes a iluminar uma qualquer fonte. Mas a questão que se deveria ter colocado quando os génios começaram a pensar a coisa era tão somente se valeria a pena alterar um dos maiores símbolos identificativos da cidade. E se o dinheiro gasto não seria melhor encaminhado para outra coisa qualquer. Mas nós somos assim. O Governo nomeia uma bem paga administração, aponta-lhe um interessante plafond e exige mudanças. E estas não podem ter outro contexto referencial senão as obras. E estas nascem, inventam-se e reinventam-se.
Um outro sinal da nossa pequenez deu-se também esta semana com a atribuição da medalha de ouro que a autarquia de Vila Real concedeu a Passos Coelho. A miopia vem, aliás, dos dois lados: de quem dá e de quem açambarca. A pergunta que se deveria ter colocado quando estas outras luminárias se lembraram de tão glorioso tributo era, simplesmente: qual a pressa?

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vamos pela estrada e sentimo-nos bem. lá fora, o vento sopra, a neve cai, voam duas aves perdidas. eu sei que tenho de chegar a algum lugar...


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