quarta-feira, janeiro 05, 2011

uma campanha alegre

Olhei hoje para Manuel Alegre em plena ação de campanha e tive dificuldades em relacioná-lo com o Alegre que se apresentou no debate televisivo com Cavaco Silva. Aqui surgiu envergonhado, titubeante, invariavelmente dependente da projeção discursiva dos seus interlocutores.
Já se sabe qual a estratégia dos candidatos: Cavaco quer que tudo passe rápido e cada aparição é, para ele, uma maçada. Os outros, excetuando talvez Nobre (sonha ainda com alguma coisa, uma espécie de milagre multiplicativo), desejam encostar às cordas Cavaco Silva. E depressa descobriram (honra seja feita a Lopes e Moura) que o único e estreito e perigoso caminho é o BPN, esse banco que o governo, não se sabe bem por que razão, remeteu para uma custosa sobrevivência.
Cavaco deveria, de fato, ter de explicar os meandros das suas venais ações. Mas prefere esboçar um papel tipicamente seu, principalmente quando o tempo é de campanha eleitoral. O deixam-me trabalhar de outrora passa agora para uma campanha suja e desonesta. Já aqui disse que Sócrates tem a mesma escola de Cavaco Silva (escola no sentido de sobrevivência política). É que entre isto e a campanha negra do Freeport a distância é, realmente, muito curta.

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vamos pela estrada e sentimo-nos bem. lá fora, o vento sopra, a neve cai, voam duas aves perdidas. eu sei que tenho de chegar a algum lugar...

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