segunda-feira, setembro 02, 2013

passos de coelho

Não ouvi a célebre frase de Passos Coelho sobre a suposta culpa do texto constitucional relativamente ao número crescente de desempregados portugueses, na Universidade de Verão do Partido Social Democrata. Porém, vi, perante um grupo de brigantinos que o vaiavam (queriam trabalhar não tinham trabalho, segundo entendi), a sua resposta, num registo não-verbal, que foi equivalente à exposta no encontro entre os jovens do partido, a qual se pode sintetizar numa só expressão: paciência, é vida!
Passos Coelho não tem respeito pela Constituição da República Portuguesa, isso já sabíamos. O que parece já não o incomodar - se é que algum dia o incomodou - é o número de desempregados resultantes da política de extermínio que leva a cabo desde há dois anos, em nome de uma espécie de regulamento imposto pela Troika.
Cavaco Silva, presidente da República, é o garante da defesa da nossa lei fundamental. Jurou-o por duas vezes, quando a maioria dos portugueses lhe deu essa prerrogativa. Por conseguinte, o mínimo que se lhe exige, perante este ataque à Constituição, é o uso da palavra, tantas vezes prometida nos idos eleitorais da primeira campanha.

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vamos pela estrada e sentimo-nos bem. lá fora, o vento sopra, a neve cai, voam duas aves perdidas. eu sei que tenho de chegar a algum lugar...

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