sexta-feira, setembro 06, 2013

a linguagem antiderivativa do pcp

Sabemos que o Partido Comunista Português (PCP) não é propriamente um partido que se deixe levar nas ondas derivantes de um mundo político cada vez mais espumoso. Fica-lhe bem. Para mal, já basta assim. No entanto, o que é demais, por vezes, cansa.
Vem isto a propósito da reação do PCP, pela voz do apático revolucionário Jorge Cordeiro, decorrente da decisão do Tribunal Constitucional (TC) em dar seguimento às candidaturas autárquicas repetentes, embora em territórios diferenciados. Congratulou-se, pois, o partido. De que forma? Com expressões que servem para tudo (para a vitória e para a derrota). Guardo uma: deriva antidemocrática.
É evidente que o PCP tem interesses autárquicos, precisamente pela considerada intervenção dos seus presidentes de câmara. Daí que a possibilidade agora decretada pelo TC abra mais uma janela de oportunidade de o partido alargar a sua influência no domínio camarário.
Eu só gostava de ver a conceção da deriva antidemocrática do partido se, por exemplo, Alberto João Jardim se candidatasse à Presidência da Região Autónoma dos Açores.

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