segunda-feira, setembro 19, 2011

a madeira dos partidos

O pior que podia acontecer a este imbróglio batoteiro madeirense é ser tratado como uma disputa de galos partidários, entre o PS e o PSD. Conhecendo os políticos da nossa praça, esta inclinação chineleira era inevitável. Jardim, que devia estar muito caladinho, começou logo a acusar o Governo PS sobre a lei da finanças regionais, a qual resultou num encolhimento das remessas cubanas. Antes, porém, já Miguel Relvas, a respeito duma ocultação de seis milhões de euros no Instituto do Desporto desde 2003 ou 2004, convocou aparatosamente tudo e todos, ameaçando com tudo e todos para o apuramento de responsabilidades. Interessante verificar agora o seu silêncio mudo. Neste propósito, convém realçar o sóbrio comportamento político-partidário do PCP, separando o povo madeirense dos políticos extraviados do arquipélago, apesar, julgo eu, das responsabilidades que aqueles também detêm no caos contabilístico do Governo Regional, ao eleger sistemática e alegremente João Jardim há mais de trinta anos. E continuarão a fazê-lo. Tudo porque a política, para esta gente, é qualquer coisa que não lhes pertence.

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vamos pela estrada e sentimo-nos bem. lá fora, o vento sopra, a neve cai, voam duas aves perdidas. eu sei que tenho de chegar a algum lugar...

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