terça-feira, março 20, 2012

deputados europeus contra presença de Dominique Strauss-Kahn

Que eu saiba, Dominique Strauss-Kahn não foi condenado pelos tribunais americanos. Por conseguinte, não me parece que seja um cidadão coartado dos seus direitos, tendo em conta que a União Europeia se edifica nos princípios normativos de um Estado de Direito. Se um conjunto de garotos universitários ingleses apupou e apedrejou com ovos de galinha o antigo presidente do FMI não é coisa que me surpreenda. A juventude, a eterna juventude é irreverente, qualidade que Cavaco Silva gosta muito em campanha eleitoral e já não tanto quando se aproxima da Escola António Arroios. Porém, quando eurodeputados contestam a presença de Strauss-Kahn no Parlamento Europeu para dissertar sobre a crise financeira, apensando argumentos tão extraordinários como a dignidade das mulheres (um convite "indecente" e que "pode provocar problemas", dizem), são eles próprios que se desenquadram no que deve ser o respeito pela normalidade judicativa. A não ser que, para esta gente (um conservador holandês, de seu nome Derk Jan Eppink e um grupo de mulheres socialistas e verdes da Bélgica e da Hungria) o postulado da inocência valha absolutamente nada.

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vamos pela estrada e sentimo-nos bem. lá fora, o vento sopra, a neve cai, voam duas aves perdidas. eu sei que tenho de chegar a algum lugar...

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