terça-feira, agosto 23, 2011

o ministro relvas

Há personagens que não desiludem, pelos bons e maus motivos. Miguel Relvas tem a indubitável aura de se encaixar neste grupo. O que ele desassombradamente fez hoje, ao acusar indiretamente a anterior gestão do Instituto de Desporto de Portugal de atividades no mínimo ilícitas (por conseguinte, criminosas), quando afirmou, publica e candidamente, que foram encontradas, “numa sala fechada” faturas no valor de seis vírgula qualquer coisa milhões de euros (o preciosismo desta gente: "um euro é um euro", diz, finório, a personagem) revela, sobretudo, o carácter do autor da missiva.
Qualquer indivíduo com um mínimo de ética (republicana, porque não) teria acionado, em primeiríssimo lugar, o canal de comunicação mais adequado, o qual seria, sem dúvida, o interno. É que entre a equipa cessante e a nascente a distância deveria ser curtíssima, ausente até. Infelizmente, esta gente, com a mesquinhez que a carateriza, não pensa assim. Na cabeça deles, o que interessa é, sobretudo, o acerto de contas, sejam elas quais forem.

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vamos pela estrada e sentimo-nos bem. lá fora, o vento sopra, a neve cai, voam duas aves perdidas. eu sei que tenho de chegar a algum lugar...

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