quinta-feira, janeiro 16, 2014

proposta singela

Humildemente, proponho que o tal dia de não sei quantos de junho (ou será julho ou mesmo maio?) seja solenemente consagrado como feriado nacional. 1640 já lá vai e já não é descanso semanal, o mesmo para 5 de outubro. Resta, então, o mais glorioso dos nossos dias, levado a cabo pelos Nunos Álvares hodiernos, comandados estes pelo mor Portas. Nesse dia, gritaremos todos, nesta finisterra europeia, que escorraçamos a troika, não a pontapé, mas em esperteza. Somos, assim, o mais interessante povo europeu, o melhor do mundo, diz Gaspar que já por lá anda a fisgar um qualquer outro plano de resgate financeiro.
Resta-nos homenagear os vivos, nós que nem esse hábito temos. Os vivos, os heróis populares do nosso imaginário, os que buscam, desaprazidos, os caixotes do lixo urbano, os que migalham nas cantinas escolares, os que emigram, os que suicidam (esses não, já estão mortos), os velhos pensionistas que refazem a aritmética derradeira, os precaríssimos e os que, de precários nada têm porque desempregados estão e, finalmente, dentro destes, os 45% que jamais arranjarão um emprego na sua vida.
A esses portugueses, os sacrificados pela pátria, os verdadeiros patriotas, presto aqui a minha homenagem. E não é em nome do governo porque eu não sou ministro.

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coisas

vamos pela estrada e sentimo-nos bem. lá fora, o vento sopra, a neve cai, voam duas aves perdidas. eu sei que tenho de chegar a algum lugar...

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