domingo, novembro 21, 2010

metas europeias

A pobreza. O desemprego. A exclusão social. A pobreza, o desemprego e a exclusão social. Andamos nisto, na Europa barrosista (e não barrosã, o que seria, talvez, melhor), há já não sei quanto tempo. Foi fixada, por exemplo, para o ano de 2010 uma taxa de emprego de 70% numa Europa a 27. Obviamente, não se cumpriu. Mas os cada vez mais inócuos barrosos europeus não desistem e traçam novos paradigmas quantificáveis: urge tirar pelo menos 20 milhões de pessoas da zona de risco da pobreza e exclusão social e empregar 75% da população europeia até 2020. Nada, pois, que não se faça facilmente no papel e nos discursos televisivos.
Vivemos, efetivamente, num tempo em que vislumbrar miragens se torna quase um vício. E de miragem em miragem, Barroso e companhia aguentam-se nos pódios a que deleitosamente se sujeitaram. Depois deles virão outros e depois outros. Mudam-se os tempos e mudam-se as vontades, parece ser cada vez menos verdade. Pode ser que algum dia a democracia europeia seja bem melhor apurada. Nos sonhos de Durão Barroso, 2010 implicará a cadeira que pertence agora a Cavaco.

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vamos pela estrada e sentimo-nos bem. lá fora, o vento sopra, a neve cai, voam duas aves perdidas. eu sei que tenho de chegar a algum lugar...

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