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quarta-feira, julho 20, 2011
conselho europeu
Hoje há conselho europeu: Angela Merkel e Sarkozy reuniram à porta fechada. E todos acham isso muito normal.
domingo, novembro 21, 2010
metas europeias
A pobreza. O desemprego. A exclusão social. A pobreza, o desemprego e a exclusão social. Andamos nisto, na Europa barrosista (e não barrosã, o que seria, talvez, melhor), há já não sei quanto tempo. Foi fixada, por exemplo, para o ano de 2010 uma taxa de emprego de 70% numa Europa a 27. Obviamente, não se cumpriu. Mas os cada vez mais inócuos barrosos europeus não desistem e traçam novos paradigmas quantificáveis: urge tirar pelo menos 20 milhões de pessoas da zona de risco da pobreza e exclusão social e empregar 75% da população europeia até 2020. Nada, pois, que não se faça facilmente no papel e nos discursos televisivos.
Vivemos, efetivamente, num tempo em que vislumbrar miragens se torna quase um vício. E de miragem em miragem, Barroso e companhia aguentam-se nos pódios a que deleitosamente se sujeitaram. Depois deles virão outros e depois outros. Mudam-se os tempos e mudam-se as vontades, parece ser cada vez menos verdade. Pode ser que algum dia a democracia europeia seja bem melhor apurada. Nos sonhos de Durão Barroso, 2010 implicará a cadeira que pertence agora a Cavaco.
Vivemos, efetivamente, num tempo em que vislumbrar miragens se torna quase um vício. E de miragem em miragem, Barroso e companhia aguentam-se nos pódios a que deleitosamente se sujeitaram. Depois deles virão outros e depois outros. Mudam-se os tempos e mudam-se as vontades, parece ser cada vez menos verdade. Pode ser que algum dia a democracia europeia seja bem melhor apurada. Nos sonhos de Durão Barroso, 2010 implicará a cadeira que pertence agora a Cavaco.
sexta-feira, junho 13, 2008
irlanda: no
Durão Barroso diz, no alto do seu pedestal tribunício, que o voto negativo dos irlandeses no referendo ao Tratado de Lisboa não deve ser encarado como um voto contra a União Europeia. É claro que não. Não estou sequer muito certo que seja um voto em desfavor do Tratado. Na verdade, o que importa retirar, deste momento referendário, é o voto de protesto não só dos irlandeses tendo em conta um princípio de nacionalidade específico, mas enquanto cidadãos europeus. De facto, a maioria dos cidadãos europeus revêem-se nesta maioria do não, pois não querem uma Europa feita por meia dúzia de cabeças iluminadas, as quais viraram ostensivamente as costas aos cerca de 500 milhões de eleitores do continente. Por isso, enquanto os líderes que compõem este desfigurado espaço europeu continuarem nesta ânsia voraz de carreirismo (ao Sócrates fugiu-lhe, ontem, no Parlamento, a boca um bocadinho para a verdade), numa obsessiva demanda de um lugar na história (o nome, a assinatura, tornam-se mais importantes que o conteúdo, com se viu na paranóica ofuscação de fruirmos um tratado com o nome de Lisboa), não se pode construir uma Europa que se quer, sobretudo, virada para os cidadãos. Só que estes não podem (e não devem) continuar, por resultado de decisões políticas desapropriadas, de costas voltadas para essa mesma edificação de um espaço europeu que é de todos. Por conseguinte, é tempo do directório de sábios, residente em Bruxelas, deixar-se, definitivamente, influenciar-se pela voz do povo, o que não aconteceu, quando os franceses e holandeses já tinham votado da mesma forma o primeiro tratado. É que o povo é, no fundo, a própria Europa.
Etiquetas:
Europa,
referendo ao tratado de lisboa
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