quinta-feira, dezembro 06, 2012

colégios gps

Vi só agora a excelente reportagem da TVI sobre o extraordinário grupo empresarial GPS, que possui, no seu longo braço tentacular, vinte e quatro colégios financiados pelo Estado português. É um acabado exemplo de como a política, no seu paradigma do centrão (leia-se: PS e PSD) passa por ser a mais inglória das atividades, quando deveria ser precisamente o contrário. Há, se dúvida, uma série de gente a comer à sombra do Orçamento, aqui oportunamenente ortografado com maiúscula.

o último sopro de oscar niemeyer

Morreu o arquiteto oscar Niemeyer, com quase 105 anos. Não vou falar de arquitetura porque não sei. Quero somente deixar aqui um retalho - uma frase, apenas - de uma entrevista concedida há cerca de dez anos a um jornalista português. Dizia então Niemeyer que a vida é para ser vivida a rir, chorando... não interessa. A vida passa rápido, a vida é um sopro.
Vem isto a propósito destas doidas teorias económicas que vigoram neste conturbado tempo a partir da Alemanha e zelosamente respeitadas pelo incauto governo português. Quantos sopros esta gente já aniquilou? Quantos amanhãs deixaram de cantar? Em nome do quê? De um futuro? De um porvir qualquer? Que eu saiba, são os gatos que têm sete vidas.

quarta-feira, dezembro 05, 2012

contra a iniciativa privada

Os chineses revelam-se uns verdadeiros privatizadores. Querem agora o que resta do Estado português (4%). Na verdade, é peso a mais de um Estado para uma empresa de capitais... públicos.

os jovenzitos psd

Uma coisa afigura-se praticamente certa: um dia, um destes jovenzitos social-democratas será líder do partido e, possivelmente, primeiro-ministro. Afrontar Mário Soares parece ser uma obrigatoriedade na senda desta gente. Há uns anos largos, também Passos Coelho se referiu ao ex-presidente da República em modos similares, anotando que Soares se encontrava (aos setenta e poucos anos) fora do prazo de validade.
Assim se fazem os líderes deste país nestes tempos.

sexta-feira, novembro 16, 2012

há três anos avisei!...

Típico de Cavaco Silva: se vocês bem se lembram, há três anos eu avisei que iríamos viver uma situação explosiva...
O homem vive para estas coisas. O problema é que fica demasiado caro.

unanimismos

Assustam-me, por vezes, os unanimismos. Sobre a manifestação de ontem, já referi que condeno os energúmenos que conseguiram transformar aquilo num recetor de holiganismo futebolístico. Por outro lado, não entro em sintomatologias laudatórias relativamente à carga policial. Os energúmenos não ultrapassavam a vintena. Eram sempre os mesmos os que atiravam pedras. Encontravam-se na primeira fila, distanciados dos manifestantes "normalizados". Eram até estes que se autodistanciavam. Os outros encontravam-se, pois, facilmente detetáveis. Por conseguinte, não seria tarefa complicada proceder à sua detenção. Bastava, por parte da polícia, ter seguido outra estratégia de atuação. Mais cedo e sem grande aparato.

quarta-feira, novembro 14, 2012

a vertiginosa inclinação destruidora

Este título não tem nada a ver com o procedimento do Governo. Mas assentava-lhe bem. Diz respeito à manifestação que neste momento foi dispersa junto à Assembleia da República. A polícia investiu contra os manifestantes que arremessavam desde há horas pedras, garrafas, petardos, sinais de trânsito... Investiu, pois, a polícia. Com cães e tudo. De caminho, iam também desferindo uns pontapés ao que lhes estava mais à mão. Por exemplo, não sei que mal é que uma desgraçada bicicleta, já inerte e descomposta no passeio, possa significar para um grupo destes incansáveis polícias. Violência gera violência. E há vários tipos de violência, como muitos daqueles manifestantes bem sabem.

coisas

vamos pela estrada e sentimo-nos bem. lá fora, o vento sopra, a neve cai, voam duas aves perdidas. eu sei que tenho de chegar a algum lugar...


neste momento...