quinta-feira, junho 14, 2012
a irresponsável década espanhola
Custa a entender-se, de facto, a senhora Merkel. Depois de investir contra a Grécia e Portugal, repete a ingerência com Espanha. Mais do mesmo: estes países obtêm agora o fruto dos seus excessos passados, designadamente (no caso de Espanha, segundo a chanceler), os do último decénio. Ainda bem que temos esta espécie de coro das tragédias gregas a evocar os nossos pecados e a apontar o caminho do futuro.
domingo, junho 10, 2012
renegociação do empréstimo
Portugal não vai pedir a renegociação do empréstimo contraído, afirmou hoje o zeloso primeiro-ministro português. Espanha foi agraciada com uma ajuda de 100 mil milhões de euros, com condições bem diferenciadas das de Portugal ou Irlanda, designadamente no que diz respeito ao caminho da austeridade imposta pelo triunvirato. Ou seja: o dinheiro vai diretamente para os cofres dos bancos, sem mais contrapartidas económicas e sociais. Irlanda ameaçou de imediato com a renegociação, reclamando as mesmas condições. Mas o Governo de Portugal, navegando ao sabor dos ventos dos mais fortes, não vislumbra razões para que tal aconteça. O que importa, para Passos Coelho e Gaspar, é a aritmética fria e incontornável dos números. A outra, a aritmética das pessoas, é coisa que eles são incapazes de entender, por mais esbracejados e institucionais discursos idealizem.
quinta-feira, junho 07, 2012
a redução de borges
A celeuma causada pelas declarações de António Borges, um respeitadíssimo conhecedor do Portugal etéreo, não tem, a meu ver, razão de existir. Afinal, o homem só disse, simplesmente, que é urgente a redução dos salários em Portugal e que o Estado é um mau gestor. Por acaso é mentira? Quando ele próprio, por um trabalhinho que está a fazer em "part time" para o Governo, aufere milhares de euros em cada fim do mês, quando gestores de empresas públicas ombreiam, no que diz respeito a salários, com os seus congéneres privados, quando Portugal é um dos países mais desiguais da Europa, com um ordenado mínimo de 480 euros, por que razão é que o ordenado de alguém que ganha 20 mil euros não se pode reduzir para 7 ou 8 mil? Será isto demagogia? Ou não era isto que o sr. António Borges estava a pensar?
domingo, junho 03, 2012
demitiu-se o líder da jota madeirense!
Foi notícia que surgiu por acaso, primeiro na televisão e depois no computador. O líder da JSD madeirense, um espécime quase acefalita, videirinho e estouvadamente seguidista de Alberto João Jardim (não sei o nome do rapaz nem tão-pouco me apetece procurá-lo), demitiu-se do cargo que ocupava nessa estrutura partidária. Ouvi-o e viu-o na televisão. Estupefacto fiquei! Noto o cenário por detrás, que resume toda a governação regional: túneis, autoestradas, enfim: obra feita!...
Não é meu hábito, propositadamente, inserir amostras fílmicas aqui no Res Civitas. Mas parece-me que isto vale a pena. Custa-me simplesmente acreditar como é possível termos deixado isto acontecer. Estes filhos de Jardim são deputados. E este diz que vai voltar.
Não é meu hábito, propositadamente, inserir amostras fílmicas aqui no Res Civitas. Mas parece-me que isto vale a pena. Custa-me simplesmente acreditar como é possível termos deixado isto acontecer. Estes filhos de Jardim são deputados. E este diz que vai voltar.
domingo, maio 20, 2012
estamos caminhando em direção ao olimpo, numa versão de santana lopes
Espreitei Santana Lopes no seu blogue. Vi a sustentação da tese neoliberal deste Governo esparrinhada ao seu melhor nível: "É bom de notar que, nas últimas semanas, as notícias de há meses sobre sucessivos encerramentos de empresas, quase desapareceram. Aumentaram os sinais e as notícias de pessoas à procura de emprego, por vezes, em situações quase desesperadas. Mas, de facto, nestes primeiros meses, a recessão parece não ter ido tão fundo".
Palavras para quê?!...
Palavras para quê?!...
como é possível?
No Público, nesta semana, apresenta-se um estudo onde se revela que as empresas cotadas na bolsa de Lisboa (PSi-20) corrigiram a massa salarial dos seus trabalhadores, em 2011, penalizando-os em 11%. Do mesmo modo, os gestores dessas mesmas empresas desfrutaram da respetiva correção salarial, ao verem os seus ordenados aumentados em 5,3%. Isto faz com que a diferença nos salários entre trabalhadores e gestores atinja a extraordinária expressão numérica de 44, a favor dos últimos. Acrescente-se que este cenário é também possível devido aos prémios que estes gestores conseguem arrebanhar, no alto das suas sapiências tradicionais.
Nem imagino o que seria de nós sem esta gente.
Nem imagino o que seria de nós sem esta gente.
outra vez o futebol
Não poderia a seleção portuguesa de futebol participar no campeonato da Europa sem toda esta pacovice em volta da sua pessoa? Desde hinos e canções, concursos populares, autocarro último modelo, prolongação do contrato do treinador sob ameaça velada, tempos intermináveis de antena deste e daquele... tudo tem lugar no mundo pátrio do futebol. Eu sei que o povo gosta, mas o mais importante são os jogos.
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