sexta-feira, junho 17, 2011
fernando nobre
A primeira questão fraturante da nova legislatura é a muito difícil eleição de Fernando Nobre para presidente da Assembleia da República. Em torno disto, a demagogia vai grassando por aí. A encimá-la, encontra-se, é claro, a falta de experiência parlamentar do candidato. Que eu saiba, não é exigido nenhuma experiência parlamentar aos deputados, nem de governo aos ministros. Continuamos, assim, no mundo da pura e fértil politiquice.
a formalização
Vi em direto, nas televisões, a formalização do anúncio do acordado e novíssimo Governo da República. A festa ocorreu num hotel de Lisboa e logo se me assomou uma questão: para quê tanto espalhafato? Estava lá tudo: repórteres aos magotes a acotovelarem-se nos corredores à espera daquilo que parecia ser um noivado, assessores atuais e futuros, secretários de estado que hão de vir a sê-lo, etc. Na verdade, alguma coisa esta gente aprendeu com José Sócrates.
Aquilo que ali se passou não passou de pura politiquice, para usar de empréstimo esta expressão que ainda hoje Soares empregou.
Aquilo que ali se passou não passou de pura politiquice, para usar de empréstimo esta expressão que ainda hoje Soares empregou.
quinta-feira, junho 16, 2011
a pasta ou as pastas de canavilhas
Parece que Isabel Canavilhas lamenta não ter a quem entregar "as pastas", no novo executivo. Fica, pois, registado este suspiro.
quarta-feira, junho 15, 2011
garcia pereira recusa representar portas
O advogado Garcia Pereira tem todo o direito, enquanto profissional, de recusar representar quem quer que seja. O que não me parece deontológico é o advogado Garcia Pereira exaltar nos órgãos de comunicação social, em forma de comunicado (e mesmo na sempre aprazível e cómoda configuração de desmentido), essa recusa.
domingo, junho 12, 2011
o imediato antes e pós-sócrates
Findo o conturbado período eleitoral, o qual levou à demissão o líder do Partido Socialista, José Sócrates, inicia-se agora um processo de purgação na praça pública. Maria de Belém, uma (parece) caraterizada candidata a secretário-geral do partido, reflete, numa entrevista, que Sócrates não sabia ouvir, isto é, não perdia muito tempo a escutar os conselhos dos seus compaginados camaradas. Será, pois, verdade. O que eu não sei é se esses mesmos camaradas tiveram alguma vez coragem de transbordar esse copo que estava - sabemo-lo empiricamente agora - quase cheio. O PS teve um congresso não há muito tempo e não se discutiu, nem sequer por um minuto, a possibilidade de mudar de líder, de colocar programaticamente um fim a um ciclo que tudo indicava estar esgotado. Houve, na verdade, um desgraçado de um militante, remetido convenientemente para más-horas mediáticas, que defendeu que o partido devia ir a eleições com um novo secretário-geral. Mas esse militante, coitado, não era ninguém. E os ninguéns só contam, geralmente, na hora do voto, nas feiras e noutros lugares afins.
sexta-feira, junho 10, 2011
10 de junho
António Barreto levantou, no seu discurso comemorativo do dia de Portugal e de Camões, uma série de pontos críticos pertinentes. É bom ouvir palavras sem subterfúgios semânticos que os jornalistas, depois, teimam em decifrar e nós, reouvintes cansados, de sorver indignados.
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antónio barreto,
comunicação política
a greve dos tripulantes
Será, provavelmente, um sinal dos tempos, mas acordar o fim de uma greve que se projetava naturalmente alicerçada em pressupostos reivindicativos dignos, pela aceitação de umas viagenzitas aos familiares grevistas revela a estirpe desta gente da tripulação da TAP.
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