domingo, junho 05, 2011

ps

Sócrates deve fazer o que deveria ter feito há muito: demitir-se da liderança do Partido Socialista.

psd e e hipocrisia

Ver Passos Coelho ao princípio e agora revela bem que este PSD se encontra (ainda) infestado de caciques, barões e baronetes. Vamos é ver se o agora líder e futuro primeiro-ministro consegue alterar (varrer) este estado de coisas.

eleições

Um dado a constar para as estatísticas políticas e eleitoraias é, sem dúvida, o resultado cada vez mais dilatado da abstenção. E não é, de facto, admissível que numa altura destas, de plena assunção de uma certa portugalidade perdida, os cidadãos se desobriguem desse dever cívico. Por outro lado, é também de constar a pertinência dos apelos do Presidente da República para que a cada eleitor correspondesse, efetivamente, um voto. Ou seja: que os eleitores não se transformem em potenciais eleitores. É simplesmente mais um dado a somar a outros para a importância do presidente na vida política de Portugal.

sexta-feira, junho 03, 2011

os donos de portugal

Curiosa a afirmação de Passos Coelho hoje, em Lisboa, defendendo a alteração do estado de coisas em Portugal que potencia uma cada vez maior desigualdade entre os portugueses. Coelho vai, neste sentido, ao encontro de Francisco Louçã (e de Jerónimo), quando afirma, por exemplo, que "há um punhado de gente que quase é dona de Portugal". Esta linguagem esquerdizante não é inocente: Coelho joga o tudo por tudo pela maioria absoluta e, sabendo que não pode mais pescar no CDS de Portas, não se coíbe de pescar à linha nos descontentes do PS e também em algumas incoerências comunistas e bloquistas. Chama-se a isto, simplesmente, eleições. Depois, é claro, tudo fica como aquele momento antes de tudo. E os papéis retomam os seus devidos escalonamentos.

quinta-feira, junho 02, 2011

campanhas

Hoje foi um dia em cheio para PS, PSD e CDU, que andaram a banhos de multidão pelo Porto (não tenho a certeza por onde andou Paulo Portas). Fica assim para memória futura o Porto, cidade de liberdade, cidade cujas pessoas têm o coração na boca, segundo expressão de Jerónimo de Sousa. Não sei, sinceramente, onde para o coração desta gente do norte em geral e do Porto em particular. O que me parece é que estas arruadas, divertidas e festivas, não são espelho de nada, nem mesmo do povo. Quando muito, refletem a hipocrisia dos políticos e da política "made in Portugal". Mas espelham também algumas pessoas, estas anónimas, as quais não têm mais para onde se virar, a não ser para o queixume estéril das campanhas. Outras, porém, olham para os partidos como se de clubes de futebol se tratasse (eu sei que Paulo Portas insiste nesta ideia, que não é, aliás, nova). Decididamente falta a esta gente o que sobra aos políticos e aos partidos, um não sei quê de algum maquiavelismo.

Adenda: interessante verificar os apoios sonantes que têm surgido timidamente em redor de Passos Coelho. Hoje, especialmente, gostei de ver Rui Rio na arruada de Santa Catarina.

quarta-feira, junho 01, 2011

dia mundial da criança

Nunca o dia mundial das criancinhas foi tão insistentemente focado por esta gente que anda por aí em campanha eleitoral. A esquerda, então, tem-me enternecido o coração. Ver Luís Fazenda, Louçã e Jerónimo (que até as comia ao pequeno-almoço) assim tão infantis, assim tão de corações partidos, é coisa que efetivamente modificará o voto de muita boa gente. O que não sei é para que lado.

agressividade social

Há tempos, uma velhota foi encontrada em estado já de putrefação, esquecida pelo mundo que lhe era próximo. O país ficou com um sincrónico estado de depressão. De repente, outros casos, de invariáveis mortes esquecidas, iniciaram o seu aparecimento nos ecrãs jornalísticos.
Agora o tempo da comunicação social é outro: comutaram-se simplesmente os idosos por jovens sintomaticamente espancados por outros jovens, estes notoriamente depravados. Depois disso, outros casos virão e, depois destes, os mesmos. Ficará tudo na mesma?

coisas

vamos pela estrada e sentimo-nos bem. lá fora, o vento sopra, a neve cai, voam duas aves perdidas. eu sei que tenho de chegar a algum lugar...

neste momento...