quinta-feira, maio 26, 2011
sondagens (2)
Notícia de abertura da SIC-Notícias: "O PSD continua à frente, mas o PS aproximou-se nas últimas horas". E depois quer esta gente das televisões que os levemos a sério.
terça-feira, maio 24, 2011
sondagens
Parece que gostamos de sondagens. Gostamos?!... Gostam, os das televisões. Há-as diárias, semanais, mensais, mais ou menos católicas, mais ou menos sérias e imprecisas. Há também o comentário às sondagens, com programas completos dedicados à coisa. Gostamos, pois, de comentadores. Gostamos?!... Gostam, os das televisões. O povo, a sociedade mais ou menos sabedora, vão embarrilando, divertidos, esta gente com empates técnicos. Divertimo-nos.
campanhas
Eis que surge, ao segundo dia da campanha, um novel personagem, que conhecíamos somente de algumas pequenas conferências e entrevistas rápidas. O seu nome é Paulo Campos e é (ou foi) secretário de estado de qualquer coisa. O sr. Paulo Campos transpirou a sua verve comiceira reinaugurando (coisa que estará, certamente, habituado no decorrer da sua última atividade) o slogan "Soares é fixe", mas agora emprestado a Sócrates. Campos tentou emergir a estupefacta assistência que o ouvia (ou talvez não), com as repetições e demais paradigmas comiceiros. O resultado foi paupérrimo. Ouvimo-lo, vimo-lo de braços erquidos e nada. Quase não se ouviu o fixe. Quase não se ouviu o Sócrates. A coisa continuou depois no comício seguinte, agora com o sr. José Junqueiro, um habitué nestas coisas do disparate em campanha eleitoral.
domingo, maio 22, 2011
jardinices
Nada como uma boa campanha, no sentido popular da coisa (é disto que o meu povo gosta, diria um famoso jornalista desportivo, já falecido) para outorgar um sentido de uma certa imparcialidade na visão que se tem dos partidos políticos em geral e dos políticos em particular. E no que diz respeito a campanhas eleitorais, os principais partidos orientam-se, de facto, numa espécie de bitola jardinista, com o seu foguetório televisivo, em que o que conta é muito mais a inócua espuma discursiva e muito menos a pretensamente necessária mensagem política.
festejos futeboleiros
Ainda não entendi muito bem a obsessão das televisões de colocar os adeptos (néscios ou menos néscios) em direto ao redor do pobre repórter, o qual é nitidamente enxovalhado pela massa ululante que festeja alegremente os títulos das equipas. É divertido, é certo, mas o cultivo deste tipo de tempo de antena desfavorece um pouco toda a gente: o clube, a televisão e, o que é mais gravoso, não ajuda nada na educação (sentido escolar, mesmo) desta gente.
Poderia também entrar na onda dos comentadores da coisa e a opinião não se alterava muito. No fundo, estão bem uns para os outros.
Poderia também entrar na onda dos comentadores da coisa e a opinião não se alterava muito. No fundo, estão bem uns para os outros.
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adeptos de futebol,
futebol português
sexta-feira, maio 20, 2011
o africanista
Ontem um dirigente socialista alentejano referiu-se a Passos Coelho como o "africanista de Massamá". Hoje, Vieira da Silva, dirigente nacional, lamentou a expressão, ofensiva e de mau gosto. Excluindo as subjetividades alcançáveis, o que me importa salientar liga-se a este conglomerado de personalidades existentes num partido como o PS, tradicionalmente defensor de valores civilizacionais que emergiram no século anterior, designadamente o valor da igualdade do ser humano, independentemente da raça, credo ou estatuto social. Consequentemente, teve o PSD a hipótese de brilhar, através de Fernando Seara, presidente da Câmara municipal de Sintra, o qual referiu que se sente orgulhoso de "liderar um concelho multicultural", que defende "a tolerância, a multiculturalidade [e] o sentido de respeito".
Seria bom que a estupidez pagasse imposto. Pelo menos colocaria alguns pacóvios no sítio.
Seria bom que a estupidez pagasse imposto. Pelo menos colocaria alguns pacóvios no sítio.
quinta-feira, maio 19, 2011
12,4%
Importa anotar esta percentagem de pessoas sem emprego que vem grassando paulatinamente desde há meses, desde há anos, em Portugal. Importa também anotar as desculpas do governo perante este descalabro social: contas alteradas por parte do INE e crise internacional. Importa lembrar quem são os maiores responsáveis por isto. Finalmente, importa anotar a delicadeza dos responsáveis do Instituto Nacional de Estatística, os quais fizeram questão de lembrar que a metodologia do inquérito ao emprego, efetivamente, se alterou.
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