domingo, maio 22, 2011
jardinices
Nada como uma boa campanha, no sentido popular da coisa (é disto que o meu povo gosta, diria um famoso jornalista desportivo, já falecido) para outorgar um sentido de uma certa imparcialidade na visão que se tem dos partidos políticos em geral e dos políticos em particular. E no que diz respeito a campanhas eleitorais, os principais partidos orientam-se, de facto, numa espécie de bitola jardinista, com o seu foguetório televisivo, em que o que conta é muito mais a inócua espuma discursiva e muito menos a pretensamente necessária mensagem política.
festejos futeboleiros
Ainda não entendi muito bem a obsessão das televisões de colocar os adeptos (néscios ou menos néscios) em direto ao redor do pobre repórter, o qual é nitidamente enxovalhado pela massa ululante que festeja alegremente os títulos das equipas. É divertido, é certo, mas o cultivo deste tipo de tempo de antena desfavorece um pouco toda a gente: o clube, a televisão e, o que é mais gravoso, não ajuda nada na educação (sentido escolar, mesmo) desta gente.
Poderia também entrar na onda dos comentadores da coisa e a opinião não se alterava muito. No fundo, estão bem uns para os outros.
Poderia também entrar na onda dos comentadores da coisa e a opinião não se alterava muito. No fundo, estão bem uns para os outros.
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adeptos de futebol,
futebol português
sexta-feira, maio 20, 2011
o africanista
Ontem um dirigente socialista alentejano referiu-se a Passos Coelho como o "africanista de Massamá". Hoje, Vieira da Silva, dirigente nacional, lamentou a expressão, ofensiva e de mau gosto. Excluindo as subjetividades alcançáveis, o que me importa salientar liga-se a este conglomerado de personalidades existentes num partido como o PS, tradicionalmente defensor de valores civilizacionais que emergiram no século anterior, designadamente o valor da igualdade do ser humano, independentemente da raça, credo ou estatuto social. Consequentemente, teve o PSD a hipótese de brilhar, através de Fernando Seara, presidente da Câmara municipal de Sintra, o qual referiu que se sente orgulhoso de "liderar um concelho multicultural", que defende "a tolerância, a multiculturalidade [e] o sentido de respeito".
Seria bom que a estupidez pagasse imposto. Pelo menos colocaria alguns pacóvios no sítio.
Seria bom que a estupidez pagasse imposto. Pelo menos colocaria alguns pacóvios no sítio.
quinta-feira, maio 19, 2011
12,4%
Importa anotar esta percentagem de pessoas sem emprego que vem grassando paulatinamente desde há meses, desde há anos, em Portugal. Importa também anotar as desculpas do governo perante este descalabro social: contas alteradas por parte do INE e crise internacional. Importa lembrar quem são os maiores responsáveis por isto. Finalmente, importa anotar a delicadeza dos responsáveis do Instituto Nacional de Estatística, os quais fizeram questão de lembrar que a metodologia do inquérito ao emprego, efetivamente, se alterou.
quarta-feira, maio 18, 2011
uniformizações
Gosto da ideia das uniformizações, principalmente quando estas surgem tendo em conta parâmetros que se ligam à vida das pessoas, profissional, salarial e pós-laboral. E foi com este desígnio que a sr.ª Angela Merkel se lembrou de ditar algumas noções respeitantes ao número de dias de férias e à idade da reforma. Podia era ter começado pelos ordenados mínimos (e máximos), massas salariais, desequilíbrios sociais, níveis educacionais, etc., etc., etc.
terça-feira, maio 17, 2011
debate louçã vs sócrates
Ouço na SIC Notícias os comentários dos comentadores (Sasfrield Cabral, Ricardo Costa e Maria João Avillez) do debate entre Louçã e Sócrates. Ouço-os e sou levado a crer que a obscuridade pesada dos dois interlocutores, infernizados em economês, contagiou o cogito deste triunvirato comentador. Louçã ganhou claramente o debate? Onde? Em que sentido? Por que razão? Para mim, que fiquei cansado de os ouvir (aos dois) - como estou também cansado de ouvir o pretensioso trio -, quem verdadeiramente me deleitou no debate foi Clara de Sousa, que esteve simplesmente impecável.
debate louçã-coelho
Para mim, foi o melhor debate de todos os que até agora se realizaram. Tudo porque a sr.ª Judite de Sousa deixou os interlocutores exporem calmamente as suas ideias. Para além disso, tanto Passos como Coelho mostraram que mesmo estabelecidos em posições ideológicas opostas, há capacidade de entendimento, não para um futuro governo, obviamente, mas para conjugações esporádicas tendo em vista o avanço do país. As pessoas são, também, importantes.
adenda: vejo agora João Soares afirmar que Louçã ganhou o debate quase por KO. Na verdade, a ramificação viral deste PS é deveras preocupante para o partido e, mais problematicamente, para o país.
adenda 2: João Soares continua com uma hipocrisia gritante, agora colocando Louçã nos píncaros da lua.
adenda: vejo agora João Soares afirmar que Louçã ganhou o debate quase por KO. Na verdade, a ramificação viral deste PS é deveras preocupante para o partido e, mais problematicamente, para o país.
adenda 2: João Soares continua com uma hipocrisia gritante, agora colocando Louçã nos píncaros da lua.
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