Ouvi praticamente na íntegra o forum de hoje da TSF. E ouvi a grande maioria dos intervenientes (quase a totalidade) esboçar grandes elogios ao trabalho de José Sócrates, o convidado especial da emissão. Pela amostragem do programa, o atual primeiro-ministro ganhava as eleições com uma votação igual à do último congresso do seu partido. Um dado curioso e apaziguador: a nota dominante daquelas pessoas que telefonaram foi marcada e excessivamente laudatória, com teores qualificativos do tipo "o grande inovador", "o engenheiro é o homem do futuro", nunca houve no passado nem irá haver no futuro um primeiro-ministro como o senhor". Chegaram mesmo a questionar Sócrates sobre onde é que ele ia buscar tanta força, tanta energia.
Sócrates ficou, assim, provavelmente sem ele ter dado por isso, mais ligado ao passado do que ao futuro.
quinta-feira, abril 28, 2011
terça-feira, abril 26, 2011
foleiro, by josé lello
Acabei agorinha de ouvir a justificação de José Lello sobre o epíteto que colou a Cavaco Silva no seu facebook. Diz ele que aquilo era privado e que, por engano, foi parar ao público. Diz ele que para um camarada de partido, não tem problema neste tipo de linguagem e que, se fosse para ser publicado optaria por verter este qualificativo para a linguagem "parlamentês", a qual resultaria mais ou menos nisto: "o presidente da República não tem abrangência..." etc.
É bom termos alguém que nos traduza o "parlamentês"...
É bom termos alguém que nos traduza o "parlamentês"...
segunda-feira, abril 25, 2011
a ausência de teixeira dos santos
Sigo a procissão dos convidados em rumo acertado para o palácio de Belém. Ouço-os em breves entrevistas que repórteres descuidados e inócuos insistem em confecionar. Todos chegam atrelados a bons carros pretos, de fatos alinhavados com o carro e vestidos cuidados. Os motoristas ficam cá fora, numa espera costumada. De toda esta gente, existe um espécime deveras interessante. São os membros do governo demissionário. Os jornalistas recorrem ao mesmo referente: como interpreta a ausência de Teixeira dos Santos? E aqui entramos num dos mais perfeitos manuais de hipocrisia que a democracia - esta democracia - originou. E o maestro (devidamente instruído pelo arquimaestro Sócrates) chama-se Vieira da Silva, elevado agora a esta espécie de aprendiz maquiavélico de feiticeiro.
sábado, abril 23, 2011
quem ganhará?
São sondagens, valem o que valem, não é?... As descodificações são, paradoxal e tradicionalmente, diversas e convergentes, quer venham do PC ou do PP, do PS ou do PSD, do Bloco ou do Emídio Rangel (é verdade... teria sido este também convidado - tal como sucedeu com o seu colega da televisão, o sr. Amorim de Abreu, professor em duas universidades - para deputado da nação? Se não foi, deveria tê-lo sido...). Ora oferecem-nos a visão do purgatório com Sócrates, ora a estremeção achacada de Passos. A escolha é, pois, medonha.
Estou propenso a crer que Sócrates já não tem mais margem de manobra ascendente, enquanto que Passos poderá ainda subir uns imerecidos degruazitos. Pelo contrário, poderá advir uma surpresa dos outros três partidos, estes sim com um caminho à sua frente que, sendo coerentemente desbravado (tanto à direita como à esquerda), poderá consusbstanciar-se numa apreciável percentagem eleitoral.
Estamos assim perante uma realidade política única, com a imiscuição do FMI (mais uma, mas esta, apesar de tudo, diferente das anteriores, visto vivermos numa conjuntura europeísta efetiva, tanto para o bem como para o mal) nas contas públicas da nação.
O tempo do partido único pode estar a chegar ao fim.
Estou propenso a crer que Sócrates já não tem mais margem de manobra ascendente, enquanto que Passos poderá ainda subir uns imerecidos degruazitos. Pelo contrário, poderá advir uma surpresa dos outros três partidos, estes sim com um caminho à sua frente que, sendo coerentemente desbravado (tanto à direita como à esquerda), poderá consusbstanciar-se numa apreciável percentagem eleitoral.
Estamos assim perante uma realidade política única, com a imiscuição do FMI (mais uma, mas esta, apesar de tudo, diferente das anteriores, visto vivermos numa conjuntura europeísta efetiva, tanto para o bem como para o mal) nas contas públicas da nação.
O tempo do partido único pode estar a chegar ao fim.
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quinta-feira, abril 21, 2011
efémeras vaidades políticas
O PSD tem andado discordante. A principal razão liga-se à escolha de Fernando Nobre para presidente da Assembleia da República. Neste sentido, António Capucho tornou pública a sua rejeição para ser vice-presidente do Parlamento. E o seu principal argumentário é autopanegírico, como se pode aferir nesta interessante carta publicada nos jornais: "Mas não poderia aceitar ser Vice-Presidente de Fernando Nobre por uma questão de coerência. Se o Partido deseja a minha candidatura ao Parlamento não pode ignorar - desculpem a imodéstia - que fui Vice-Presidente do Parlamento Europeu, Ministro dos Assuntos Parlamentares e Líder Parlamentar, para além de todos os outros cargos que o meu curriculum atesta. Fui cabeça de lista em Setúbal e em Faro, ganhei eleições para o Parlamento Europeu contra o PS com João Cravinho, e obtive por três vezes mais de 50% dos votos nas eleições para a Câmara de Cascais."
Só gostaria de lembrar que o último cargo político ativo de Soares foi o de deputado europeu pelas listas do PS. Quando se fala da falta de qualidade (nível) dos políticos europeus atuais comparativamente aos que os precederam são também estas pequenas grandes coisas que se evocam.
Só gostaria de lembrar que o último cargo político ativo de Soares foi o de deputado europeu pelas listas do PS. Quando se fala da falta de qualidade (nível) dos políticos europeus atuais comparativamente aos que os precederam são também estas pequenas grandes coisas que se evocam.
o telmo
Vi relançado o nome de Telmo, um rapaz que participou no programa televisivo "Big Brother", como uma das escolhas para deputado pelas listas do PS Leiria, a mesma que é encabeçada por Basílio Horta. Li depois os argumentos justificativos desta opção. E li o seguinte, do sr. Miguel Chagas, líder do PS Batalha: "É um jovem empresário e facilmente pode ser reconhecido por ter participado num programa de televisão".
Posto isto, não é claramente necessário acrescentar mais nada para este pastoreio nacional partidário.
Posto isto, não é claramente necessário acrescentar mais nada para este pastoreio nacional partidário.
teixeira dos santos
Teixeira dos Santos bem pode afirmar que se soubesse o que sabe hoje, teria feito muita coisa diferente. E uma delas - talvez a mais importante (para si e para o país) - seria decerto apresentar atempadamente o seu pedido de demissão ao primeiro-ministro, o que já foi há muito defendido aqui e aqui. No entanto, deixou-se enredar na enevoada rede socratista-partidária. Ao que consta, não foi convidado pela direção do PS para deputado. Vieira da Silva, seu apaniguado colega no Governo, justificou assim a coisa: "não se colocou a questão de Teixeira dos Santos ser convidado para integrar as listas do PS. Um partido faz sempre opções. São convidadas umas centenas de pessoas e muitos milhares não são convidadas".
Aprende-se muito com esta gente.
Aprende-se muito com esta gente.
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