sábado, março 26, 2011

isabel alçada e a alteração das regras

Ouvi de relance, na televisão, a ministra Isabel Alçada afirmar que não se alteram as regras no meio de um ano letivo. Tudo a respeito da revogação da avaliação dos professores proposta pelo PSD (Passos Coelho foi claro, na entrevista à SIC, que não se trata de oportunismo eleitoral). Ouvi e pasmei. Se existe ministério em que sistematica e naturalmente se alteram formas processuais de ação tanto estruturais como também de âmbito mais imediato, esse ministério é o da educação. Basta olharmos para os inícios dos vários anos letivos e são muito poucos os que têm como adquirido um campo de ação rigorosamente estruturado. Apenas alguns exemplos: integração de professores nos quadros, concurso docente, reformulação de programas e de currículos, acordo ortográfico, avaliação os professores, estatuto da carreira docente, estatuto dos alunos, créditos das escolas, autonomia das escolas.

sexta-feira, março 25, 2011

contrariedades

O clima que se vive em Portugal começa por contra-. O PS saiu do Governo contrafeito; contrariado, entrará o PSD na governação do país; o Presidente da República, contraestímulo, vai ter de fazer alguma coisa. Contracorrente, o país espera por novos e inefáveis e há muito partidos horizontes.

quinta-feira, março 24, 2011

as campanhas eleitorais

Não há já dúvidas que a campanha eleitoral começou pujante. E o que se prevê, pela amostragem destes dois últimos dias, é que se percorrerá por caminhos desviantes que contribuirão muito pouco para a clarificação da real situação do país. Iremos, portanto, entrar num período de questiúnculas, entre as pessoais e as institucionais. A par disto, as televisões ajudam à festa. A RTP, por exemplo, mostrou hoje no Telejornal nobre da estação, José Sócrates chegar a Bruxelas. Ouvi os mais disparatados comentários do jornalista presente. Este chegou mesmo a dizer qualquer coisa como isto: pela cara de Angela Merkel não é difícil vermos que se encontra muito triste com a demissão de José Sócrates. Depois, todas as imagens, todos os cumprimentos dos homólogos chefes de governo vinham acompanhadas de uma espécie de benção delirantemente plangente exposta pela televisão pública. Um a um, desde Berlusconi até ao primeiro ministro grego, todos se mostravam solidários epilogadores da monstruosidade edificada pelo Parlamento português. Pelo menos por enquanto, andamos nisto.

o ps e as eleições

Sócrates apresentou a demissão ao Presidente da República, como prometera aquando do deslize do PEC para o Parlamento. Vamos, pois, ter eleições. Neste sentido, há um partido que parte notoriamente atrás: o PS. Tudo porque não foi capaz de se regenerar durantes estes anos de poder, a começar pelo seu líder. E pelos sinais que advieram dos corredores da Assembleia da República, a catarse não é ainda para hoje. O típico e pouco surpreendente Sócrates logo afirmou que se apresentará a eleições, ultrapassando descaradamente o congresso do partido. Do mesmo modo, Assis apresentou uma espécie de caderno de encargos com o atual secretário-geral do PS à cabeça. Do que é que esta gente está à espera? Dum descalabro eleitoral?

quarta-feira, março 23, 2011

os discursos e a imagem

Sigo o debate parlamentar. Dois bons discursos colaram na aragem discursiva dos deputados: o de Francisco Assis e o de Manuela Ferreira Leite, ambos devidamente aplaudidos de pé pelos seus congéneres. Todavia, a imagem que ficará desta sessão é a de José Sócrates a sair do plenário logo no seu início e a ausência de Teixeira dos Santos aquando da intervenção de Manuela Ferreira Leite. Tanto Sócrates como Teixeira dos Santos simbolizaram, com esta atitude escusa, o vazio e o desnorte do Governo.

o peditório

Apela-se à continuação de Sócrates para que Portugal chegue à próxima cimeira europeia com um Governo na sua plenitude funcional. Três nomes de peso agregam o conclave: Alegre, Soares e Sampaio. Confesso que não entendo: restará alguma credibilidade a este executivo? Obviamente que não. Cavaco anda, como é costume, a recolher pausadamente informação. Se existem alturas na vida de um país com um sistema bipartido como o nosso (Parlamento e Presidência da República) em que a voz do Presidente deve ser clara e consistentemente ouvida, vivemo-lo presentemente. Cavaco limita-se a introduzir o óbvio na discussão política portuguesa.

futebóis português

Por causa de meia dúzia de energúmenos que deviam há muito estar presos, consomem-se horas e horas de televisão, através de comentadores devidamente encartados, como se o caso merecesse sequer 1 minuto de antena.

coisas

vamos pela estrada e sentimo-nos bem. lá fora, o vento sopra, a neve cai, voam duas aves perdidas. eu sei que tenho de chegar a algum lugar...

neste momento...