sexta-feira, setembro 10, 2010

o imperturbável judicativo

Sei que os juízes devem ser, por norma, inabaláveis na sua condição de julgadores, avessos a qualquer pressão mediática. De quaqluer modo, este sucessivo adiamento da entrega da fundamentação jurídica que levou à condenação dos arguidos do processo Casa Pia aparenta ser imobilidade mental em demasia. Queixam-se, os juízes, da inadequação do material...

terça-feira, setembro 07, 2010

estado da união

Durão Barroso, o fugitivo, fez o discurso do estado da União. Estado da quê?!...

o futuro da equipa

Só mesmo o Joaquim de Oliveira para afirmar, depois dos jogos contra a Noruega e Chipre, uma coisa assim: "temos futuro com esta equipa". Sigo as análises imediatas ao jogo, as teorias ajuntivas, as técnicas e a autoestima e as frustrações e penso que não existem realmente paliativos tão fortes como o futebol. Numa palavra: diversão.

segunda-feira, setembro 06, 2010

protagonismos

De repente, exclusivamente por culpa do titubeante Passos Coelho, José Sócrates surge como um paladino do Estado Social, quase siamês de um Manuel Alegre alegremente eleitoralista, quase uma cópia do estafado e resistente PCP. Enquanto isso, Cavaco lá vai tecendo com cautela a trama do tempo que chegará breve. Afinal, o país precisa de uma viragem à esquerda, a crer nas palavras do primeiro-ministro.

sábado, setembro 04, 2010

a campanha presidencial

Torna-se necessário entender uma coisa simples: um Presidente da República paira numa espécie de etéreo espaço político. A culpa não é só do figurino constitucional que origina esta partilha de poderes (semipresidencialismo). A sebastianicamente frívola mentalidade dos portugueses e dos órgãos de comunicação social alimentam fortemente este pressuposto. Daí que um Presidente da República, qualquer que ele seja, se tranfigure num espécime inexoravelmente sobredimensionado: um presidente-rei. Por isso, o desgastado argumento de que Cavaco Silva anda em pré-campanha eleitoral há já não sei quanto tempo (Manuel Alegre, Defensor Moura e, agora, Francisco Lopes) é revelador dum típico amorfismo normativo. O que é que eles queriam que Cavaco fizesse? O contrário de Eanes, Soares e Sampaio, os quais só disponibilizaram publicamente a sua decisão de recandidatura dois ou três meses antes do dia eleitoral? Que alterasse o seu modus faciendi? Se há coisa em que Cavaco Silva é, de fato, imutável, é na sua própria imutabilidade.

casa pia

Por que será que o falso final deste tenebroso processo judicial se espelha de implausível? Ao ver aquela juíza arrumar estranha e penosamente os papéis enquanto ouvia um dos advogados dos réus algo se projeta deslocadamente naquele insólito espaço físico. Não sei muito bem o quê, mas eu não gostava, enquanto réu condenado, que uma juíza ou juiz ouvisse o meu advogado ao mesmo tempo que limpava, atarefada, a secretária.
Por outro lado, há algumas questões que me sobressaltam: quem são as vítimas no meio disto tudo? Qual a razão que leva a instituição Casa Pia a sair incólume disto tudo?

quarta-feira, setembro 01, 2010

ministério da educação: os serviços

Deixo aqui uma amostragem do que é o Ministério da Educação. Outro dia vi um filme em que um polícia, encarregado de formar uma equipa altamente especializada (à boa maneira americana), referiu que não podia confiar num polícia que não comesse um bom cachorro quente (era vegetariano o preterido). Pois bem, com esta gente do ministério, com a cabeça cheia de siglas, passa-se o mesmo.
A educação é, em Portugal, uma gigante siglação, configurando infindáveis diretrizes. Perdemo-nos na visita à página da internet. Atentem:
CCAP, CCPFC, DGIDC, DGRHE, EME, GAVE, GEPE, GGF, IGE, SG, DREN, DREC, DRELVT, DREALENT, DREALG, ANQ, PNL, RBE, PRODEP, ANSOCLEO, JNE, CENOR, CNE.
Cada grupo destas simpáticas letras abrem mais uns não sei quantos links, cheios de decretos-leis e de portarias várias. Podem crer que há mentes (brilhantes) que reconhecem esta coisa de trás para a frente e de frente para trás.

coisas

vamos pela estrada e sentimo-nos bem. lá fora, o vento sopra, a neve cai, voam duas aves perdidas. eu sei que tenho de chegar a algum lugar...

neste momento...