Sei que é fora do tempo, mas o que acabei de ler na Visão merece aqui uma pequeníssima nota. Diz respeito a Miguel Frasquilho, deputado do economês social-democrata e, nas horas que presumo vagas, quadro do Espírito Santo Research. Defende então Frasquilho, o deputado, que Jorge Lacão, o Ministro dos Assuntos Parlamentares, lhe fez recordar o ex-ministro da propaganda de Saddam, que insistia, até à última, que as tropas americanas ainda não se encontravam em Bagdade, quando na verdade já se ouviam o rufar dos tambores vitoriosos. Mas o Frasquilho quadro do BES diz o seguinte: a situação atual "não justifica as preocupações dos mercados", ao mesmo tempo que elogia o esforço de consolidação das contas do Governo. E o que diz o Frasquilho comentador de si próprio? Isto: "Não me parece que nesta altura devesse usar [para fora] os mesmos argumentos da arena política".
O que eu não entendo é o alvoroço em torno das eventuais mentiras de José Sócrates, as quais merecem honras de comissão de inquérito. É ou não é uma escola?...
quinta-feira, maio 20, 2010
quarta-feira, maio 19, 2010
prioridades
O problema são, efectivamente, as prioridades dos actuais políticos europeus. Sócrates foi sincero ao responder aos jornalistas da RTP que a sua prioridade é o relançamento da economia, numa altura em que o desemprego em Portugal atinge o número bastante redondo de 700 mil desempregados. Mas também quanto a prioridades elas já foram tantas e variadas que é impossível levá-los a sério: a ele e às prioridades.
terça-feira, maio 18, 2010
a moção de censura
O PCP vai apresentar uma moção de censura ao Governo. Nada mais natural em democracia. Quero salientar somente a diferença em relação à recente atitude de resignação de Cavaco Silva. Seguindo o mesmo princípio presidencialista, o PCP não deveria tê-lo feito, pois sabe de antemão o resultado da sua acção.
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os desempregados e o psd
Vivemos numa sociedade em que as cambiantes socioculturais se metamorfoseiam de forma cada vez mais única, estranha e perigosa. Não há muito tempo, o desemprego constituía um momento determinado no tempo individual e colectivo e que urgia, o mais rapidamente possível, ultrapassar. O desenho político-partidário orientava-se também nesse sentido, isto é, é-se desempregado impositivamente e não por opção de vida.
Todavia, o que agora certas franjas partidárias teimam em sublinhar, nesta alucinação económica que vivemos, resume-se no contrário daquele paradigma. Agora, o desempregado pouco mais é do que um malandro que gosta de o ser e que, como o é, acata deleitosamente o subsídio mensal que uma coisa chamada Estado Providência - uma conquista civilizacional europeia - lhe proporciona.
Não seria grave a assunção deste padrão teorético se se ficasse somente pelas franjas. Em Portugal, um partido que se chama de social-democrata e que até reivindica este estatuto lembrou-se do seguinte: os desempregados com mais de 18 anos e menos de 60 devem contribuir com o chamado "tributo solidário" (o nome: tributo solidário), o qual consiste na obrigação de trabalhar entre 15 a 20 horas semanais (distribuído por 3 ou 4 dias úteis, consoante o subsídio recebido, isto é, de desemprego ou social) de serviço social ou formação profissional. Trabalho esse que não deverá ser remunerado. Mais: "A recusa injustificada de assinatura" ou "a violação reiterada e injustificada do acordo do tributo solidário" impede os cidadãos de acederem aos subsídios de desemprego e social de desemprego de acederem até à "constituição de novo prazo de garantia" e ao subsídio social de inserção durante "25 meses".
Quem por estes dias ficar sem emprego, a primeira coisa que decerto pensará será o de passar a pertencer a um clube de malandros.
Todavia, o que agora certas franjas partidárias teimam em sublinhar, nesta alucinação económica que vivemos, resume-se no contrário daquele paradigma. Agora, o desempregado pouco mais é do que um malandro que gosta de o ser e que, como o é, acata deleitosamente o subsídio mensal que uma coisa chamada Estado Providência - uma conquista civilizacional europeia - lhe proporciona.
Não seria grave a assunção deste padrão teorético se se ficasse somente pelas franjas. Em Portugal, um partido que se chama de social-democrata e que até reivindica este estatuto lembrou-se do seguinte: os desempregados com mais de 18 anos e menos de 60 devem contribuir com o chamado "tributo solidário" (o nome: tributo solidário), o qual consiste na obrigação de trabalhar entre 15 a 20 horas semanais (distribuído por 3 ou 4 dias úteis, consoante o subsídio recebido, isto é, de desemprego ou social) de serviço social ou formação profissional. Trabalho esse que não deverá ser remunerado. Mais: "A recusa injustificada de assinatura" ou "a violação reiterada e injustificada do acordo do tributo solidário" impede os cidadãos de acederem aos subsídios de desemprego e social de desemprego de acederem até à "constituição de novo prazo de garantia" e ao subsídio social de inserção durante "25 meses".
Quem por estes dias ficar sem emprego, a primeira coisa que decerto pensará será o de passar a pertencer a um clube de malandros.
segunda-feira, maio 17, 2010
cavaco, o resignado
Se estivéssemos na realeza medieva, o cognome de Cavaco Silva, o rei, seria o de "o resignado". Na verdade, o nosso Presidente da República tem revelado uma vertente demasiado complacente. Desta vez - como sempre, aliás - a sua justificação para a promulgação do decreto-lei que permite a legalização do casamento homossexual foi os dos superiores interesses do país. Adiantou ainda que, se a sua atitude se apoiasse na rejeição da proposta dos partidos de esquerda, o mais certo seria que estes mesmos partidos recolocassem de novo este assunto para promulgação, agora obrigatória, do Presidente. E depois, sr. Presidente? É esta a mensagem que passa ao país? O que Cavaco Silva verbalizou esquematiza-se num raciocínio simples e objectivo: não concorda, mas para acabar com isto de vez, promulga.
O país merece um presidente sem medo de perder nas suas convicções. Estas devem ser defendidas até ao fim, mesmo que isso implique um remar opinativamente obstinado contra a maré. Se os nossos políticos fundadores do regime fossem confluentes deste tipo de linhagem, imagine-se onde é que ainda estaríamos...
O país merece um presidente sem medo de perder nas suas convicções. Estas devem ser defendidas até ao fim, mesmo que isso implique um remar opinativamente obstinado contra a maré. Se os nossos políticos fundadores do regime fossem confluentes deste tipo de linhagem, imagine-se onde é que ainda estaríamos...
domingo, maio 16, 2010
o caso da professora que posou para a playboy
Em Mirandela, uma professora do 1º ciclo decidiu posar para a revista Playboy. Uma ofendida vereadora deslocalizou-a, abusivamente, para um serviço de secretariado.
O que todo este caso revela, para além duma pacovice latente, é a profunda arbitrariedade que poderá constituir aquilo que, aparentemente, se encontra há muito desenhado do ponto de vista da estruturação dos concursos de professores, ao alargar para as autarquias e para as escolas esse valimento.
O que todo este caso revela, para além duma pacovice latente, é a profunda arbitrariedade que poderá constituir aquilo que, aparentemente, se encontra há muito desenhado do ponto de vista da estruturação dos concursos de professores, ao alargar para as autarquias e para as escolas esse valimento.
casamento canino
Manual de jornalismo: não é notícia o cão morder o homem. No entanto, o contrário já se afigura como tal. Hoje o dia dos telejornais foi marcado por um casamento, bastante formalizado, entre dois canídeos brasileiros, um macho e uma fêmea. É notícia? Provavelmente é. Mas também o é as nossas televisões, no âmbito dos seus espaços mais nobres de informação - os telejornais - enveredarem por uma estupidificação crescente.
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