sexta-feira, julho 03, 2009
portugal pequenino
Mais do que qualquer outra coisa, o que verdadeiramente revela, principalmente a insípida televisão pública, sobre a cobertura das eleições do Benfica, é o país que somos e o país que esta gente quer continuar a semear. O Benfica é apenas um clube desportivo. Não se pode, em nome do interesse de algumas pessoas, mesmo que sejam milhares, cultivar a boçalidade. E o que a RTP anda para aí a fazer, com variadíssimos programas e com esta cobertura noticiosa em particular, não é mais do que um convite ao desenvolvimento da triste degeneração da nação.
quinta-feira, julho 02, 2009
deixem o mercado funcionar livremente
Liguei a televisão e estava Judite de Sousa a entrevistar alguém que não conheço, mas que penso ser o representante do Banco Santander aqui neste jardim à beira mar plantado, se não mesmo da Península Ibérica. Ouvi a entrevistadora chamá-lo dr. Horta Osório. E ouvi também o seguinte, a respeito da transferência milionária de Cristiano Ronaldo para o Real Madrid, na qual o Banco Santander teve influência financeira: "deixem o mercado funcionar livremente..." Ora, sabemos que esta operação teve o mérito de originar um debate alargado na Europa (mas não o suficiente), não só sobre a oportunidade do negócio tendo em conta a crise em que vivemos, mas também sobre a eterna interrogação se é realmente este o mundo em que queremos viver. Neste sentido, responder como esse senhor do Santander respondeu, salientando ainda que Tiger Woods e outros ganham muito mais do que o Cristiano Ronaldo é representativo que para esta gente "crise" é uma palavra que entra por um ouvido e sai pelo outro. Bem rapidinho.
manuel pinho na história parlamentar
Afinal, Manuel Pinho sempre acabou por servir alguma coisa na sua passagem pelo governo (ele diz que ainda tem condições para continuar a ser ministro!...). Sem ele, não teríamos o número que hoje nos ofereceu. Pela minha parte, agradeço.
quarta-feira, julho 01, 2009
camisola de sangue
Ouvi no rádio do carro o discurso do sr. Bettencourt aquando da apresentação do jogador Matias Fernandez. O sr. Bettencourt é presidente recém-eleito do Sporting. Parece que é uma grande figura lá para esses lados. Mas confesso que fiquei estupefacto com tamanha alarvidade discursiva. Ele pediu ao jogador chileno uma "camisola suada quase de sangue", pois custou muito dinheiro ao clube. Depois embalou por aí fora com outras tiradas tonitruantes (deve pensar que lá por o jogador ser chileno deve cantar o hino com os dentes e punhos arreganhados de sangue). Mas eu cheguei ao meu destino e desliguei admiravelmente o rádio do carro. É isso a visão do futebol desta gente? Suar a camisola quase de sangue? Que mensagem ele quererá transmitir? Os adeptos gostarão deste tipo de entontecimentos? Se calhar gostam, não sei.
a culpa é do outro
É um filme que estamos habituados a ver em democracia. Este governo tem sido useiro nessa triste estratégia. Refiro-me, evidentemente, à mania que os partidos têm de culpabilizar o outro. O outro é sempre o anterior. No caso da venda da rede fixa à PT, Manuela Ferreira Leite não resistiu e afirmou que foi Guterres o culpado. O anterior, portanto. O PS refuta naturalmente esta teoria. E andamos nisto desde sempre, o que é uma boa maneira de fazer com que o país não vá para a frente. Por outro lado, esta teoria da conspiração (os partidos políticos portugueses são, de facto, especializados neste tipo de orientações conspirativas. Por vezes, penso que é a razão principal das suas existências) pode servir de exemplo de como um governo minoritário poderá ser benéfico para o país. É que desse modo as culpas seriam sempre repartidas.
segunda-feira, junho 29, 2009
um jogo de futebol
O jogo entre as equipas de júniores do Sporting e do Benfica acabou à batatada por causa de alguns adeptos imbecis de ambas as equipas. Posto isto, nem sei por que é que ainda se discute sobre a possibilidade de repetir o jogo.
domingo, junho 28, 2009
sir
O sir Elton John vai dar um concerto em Lisboa. Penso que o sir já teve um espectáculo marcado, há meia dúzia de anos, no Casino Estoril. Na altura, não apareceu e não deu cavaco a ninguém (as atribuições honoríficas, no Reino Unido, andam, como cá, pelas ruas da amargura...). Não é preciso dizer mais, nada, pois não?
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