De vez em quando, lá nos aparecem assim, cruamente, à nossa frente, notícias destas. Desta vez foi através da própria União Europeia, num indicador que tem por objectivo medir o nível de riqueza por habitante, ajustando os níveis de poder de compra em cada país. Assim, em 2008, conseguimos ficar à frente da Eslováquia no que ao rendimento per capita diz respeito, isto é, fomos os segundos a contar do fim, com 75 % da média da União. Do lado oposto, aparece o Luxemburgo e a Irlanda, com 253% e 140%, respectivamente.
Mas o que é isso quando se tem o melhor jogador do mundo e o melhor treinador do mundo de futebol? E quando se vai ter o maior túnel rodoviário da Europa? E quando se tem uma média muito superior à União Europeia em auto-estradas? E quando se possui uns estádios de futebol dos melhores que se vêem nessa Europa? Rendimento per capita? Ponham a Irlanda ou o Luxemburgo a dar uns pontapés na bola com Portugal dos ronaldos e mourinhos e vão ver onde vai parar essa coisa do per capita.
quinta-feira, junho 25, 2009
quarta-feira, junho 24, 2009
a humildade
Carlos Guerra, gestor do Instituto da Conservação da Natureza (ICN) quando José Sócrates presidia ao ministério do ambiente, colocou o seu lugar à disposição do ministro da agricultura, ministério que o empregava com o simpático cargo de gestor para o Plano de Desenvolvimento Rural (Proder). Anoto, em primeiro lugar, que esta gente saltita de gestão em gestão, acabando alguns, após este calvário, como presidente de uma outra coisa qualquer, já fora do universo governativo. O ministro da agricultura, um dos remodeláveis deste governo, aceitou, célere, o pedido de exoneração. O motivo foi o de Carlos Guerra ter sido constituído arguido no âmbito do caso Freeport. A segunda anotação que me proponho tem a ver com o tão proclamado registo de humildade. É que ninguém acreditará que esta atitude poderia ter sido possível antes das eleições europeias.
o parlamento
Pode não passar duma teimosia obviamente subjectiva da minha parte, mas aquela sala do senado cheia de computadores reluzentes em frente a cada deputado presente tem mais a ver com uma parolice tecnológica do que qualquer outro avanço na área da tecnologia da informação.
a marcação de eleições segundo as sondagens
Fico espantado com Cavaco Silva quando refere as sondagens como forma de justificar a simultaneidade das eleições legislativas e autárquicas. Acaso ele ainda não percebeu a relação dos portugueses com as sondagens? "As sondagens valem o que valem", não é o que todos dizem?
sexta-feira, junho 19, 2009
o benfica
Não resisto a escrever duas ou três linhas sobre isto. O último treinador que prometeu um Benfica à Benfica foi Manuel José. Curiosamente, também ele, depois destas frases tonitruantes, entremostrava um invariável trejeito facial. Curiosamente, também ele criticou o anterior colega de trabalho, um campeão brasileiro, Paulo Autuori, afirmando que a equipa, com ele, iria jogar mais (Jesus diz que, com ele, os jogadores "vão jogar o dobro do que jogaram no ano passado. E o dobro, se calhar, é pouco"). Curiosamente, também ele foi todo promessas. Decididamente, essa gente que manda no clube não tem visão. Absolutamente nenhuma.
a entrevista
Vi somente uns salpicos da entrevista do primeiro-ministro. No entanto, o que as televisões passaram, e, principalmente, o enfoque dos respectivos jornalistas e comentadores, dá para entender sobre o modus faciendi da política nos nossos dias. Com efeito, todos se viraram para a forma, qual uma qualquer revista, dessas que por aí pululam que mais não fazem do que esquadrinhar a vida dos chamados famosos (e não é preciso procurar muito se tivermos em conta o ícone português do momento, o Cristiano Ronaldo) e nada para a substância, o conteúdo. Sócrates pensa (e não sei se se engana) que a política pouco mais é do que imagem. A sociedade, guiada pelo superficial que as televisões expelem, ajudam de que maneira na mentira. Nesta decorrência comunicacional, o drama está criado: afinal, quem é José Sócrates? O outro, aquele que avança destemido, o teimoso, o irascível? Ou este, com olhinhos de carneiro mal morto, que pede desculpa por tudo e por nada e que implora aos portugueses que o não abandonem, com juras metamórficas? Estou confuso. Com toda esta dubitabilidade, o melhor é mesmo não caucionar. A questão, agora, é outra: em quem acreditar?
terça-feira, junho 16, 2009
a humildade de sócrates
José Sócrates é um homem curioso. Hoje, quando saía da reunião da comissão política do Partido Socialista, confrontou os jornalistas com o resultado do encontro. Reafirmou então o desejo de uma nova maioria absoluta, ao mesmo tempo que assumiu uma nova atitude de humildade, decorrente do resultado do partido nas eleições europeias. Só que os jornalistas não entenderam muito bem o porquê do termo "maioria parlamentar". Então o primeiro-ministro foi lesto a dar provas da sua (novíssima) postura de humildade e disse qualquer coisa como isto: eu só conheço uma maioria parlamentar que é a maioria absoluta, agora se vocês conhecem outra!...
Muito bem!... Para bom entendedor, meia palavra basta. Se a atitude de humildade pudesse ser decretada!...
Muito bem!... Para bom entendedor, meia palavra basta. Se a atitude de humildade pudesse ser decretada!...
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