terça-feira, maio 19, 2009
eleições no Porto
Elisa Ferreira passou o seu próprio atestado de derrota ao aceitar emprestar levianamente o seu nome a duas listas electivas: a do Parlamento Europeu e como candidata a Presidente da Câmara Municipal do Porto. Ouvi agora Rui Rio, cujo argumentário (já eleitoral), do ponto de vista político e ético, faz todo o sentido. Ninguém pode estar de boa fé em duas candidaturas tão díspares.
a suspensão da professora
Independentemente do desastre que foi a intervenção da professora naquela sala de aula, numa turma do terceiro ciclo, faz-me impressão a rapidez da suspensão, deliberada pela Direcção Regional de Educação do Norte. Afinal, está um processo a decorrer (ou ainda nem se iniciou). Revela-se-me claro que uma situação destas foi, para o ministério, uma espécie de oferenda antecipada, num ano lectivo especialmente conturbado (o mais pequenino adjectivo que consigo esconjurar). No fundo, trata-se da continuação de um clima de intimidação que tão bem tem resultado nas escolas deste paradoxal país.
segunda-feira, maio 18, 2009
figo a presidente?
Este tipo de doseamento excessivo em torno do futebol faz com que, por exemplo, Luís Figo, segundos após de dar por terminada uma brilhante carreira como futebolista, se aventure, ainda que de forma hipotética, a declarar o seu interesse pelo cargo de presidente da Federação Portuguesa de Futebol. Não é propriamente que esteja em causa a legitimidade de Figo. O que em parece altamente criticável é a infantilização disto tudo, de quem - como quase todos os craques do futebol - está habituado a ver, de forma terceiro-mundista, o mundo a seus pés.
intrujices na política
E por falar em intrujices (ver post anterior), os deputado britânicos deram uma grande ajuda para consolidar o descrédito que se vive com a política na Europa. Como se sabe, o caso é semelhante às famosas viagens fantasmas dos nossos deputados. O que se me revela extraordinário é que, quando se pede, por exemplo, a suspensão de funções do presidente do Eurojust, Lopes da Mota, por estar a ser alvo de um processo disciplinar (e muitos destes puristas acusadores são "deputados fantasmas"), nunca se ter aventado a substituição destes representantes da nação que andaram, durante anos, em lamentáveis intrujices.
domingo, maio 17, 2009
o problema das listas para vital moreira
Vital Moreira, o cabeça de lista do PS às eleições europeias, anda um bocado destrambelhado com a problemática quase existencial das listas. Ouvindo-o proclamar que os restantes partidos têm listas fantasmas (pois só se conhecem os cabeças de lista, segundo ele) é caricato. Que eu saiba, o que se encontra mais próximo de uma visão fantasmagórica é a própria lista que ele representa, apesar da "eminência" das personalidades que a compõem. De facto, estar no parlamento europeu e concorrer a uma câmara municipal não é, de facto, para qualquer um. Neste sentido, não basta, como pendor justificativo, o enquadramento legal da coisa. Para mim, mais importante do que formalismos legitimistas, é a paixão, no sentido de uma verdadeira querença. É que eu sou dos que pensam que a política é também feita com paixão, com vontade, com o desejo de uma afirmação de valores. Por isso, colocar ao mesmo nível do combate político um lugar de deputado europeu e a presidência de uma câmara municipal é uma verdadeira intrujice.
as provas de aferição
O que se pretende com
Primeira parte:
"Leia em voz alta:
'Agora vou distribuir as provas. Deixem as provas com as capas para baixo'; 'Podem voltar as provas. Escrevam o vosso nome no espaço destinado ao nome'; 'Querem perguntar alguma coisa?'" "Desloque-se pela sala, com frequência", "Rubrique o enunciado no local reservado para o efeito"."Leia em voz alta: 'Ainda têm 15 minutos'; 'Acabou o tempo'. 'Estejam à porta da sala às 11h e 20 minutos em ponto'. 'Podem sair'".
Segunda parte:
"Leia em voz alta o seguinte:
'Agora vão iniciar a segunda parte da prova. Podem começar. Bom trabalho!'""Recolha as provas e os rascunhos". "Mande sair os alunos, lendo em voz alta: 'Podem sair. Obrigado pela vossa colaboração!'"
não é mais do que criar, nas escolas, um clima de medo e, na cabeça dos professores, uma envolvência neurasténica, a qual tem sido, aliás, cultivada ao longo do ano lectivo. É perfeitamente ridículo as normas que obrigam, extremadamente, os professores a este papelucho.
Primeira parte:
"Leia em voz alta:
'Agora vou distribuir as provas. Deixem as provas com as capas para baixo'; 'Podem voltar as provas. Escrevam o vosso nome no espaço destinado ao nome'; 'Querem perguntar alguma coisa?'" "Desloque-se pela sala, com frequência", "Rubrique o enunciado no local reservado para o efeito"."Leia em voz alta: 'Ainda têm 15 minutos'; 'Acabou o tempo'. 'Estejam à porta da sala às 11h e 20 minutos em ponto'. 'Podem sair'".
Segunda parte:
"Leia em voz alta o seguinte:
'Agora vão iniciar a segunda parte da prova. Podem começar. Bom trabalho!'""Recolha as provas e os rascunhos". "Mande sair os alunos, lendo em voz alta: 'Podem sair. Obrigado pela vossa colaboração!'"
não é mais do que criar, nas escolas, um clima de medo e, na cabeça dos professores, uma envolvência neurasténica, a qual tem sido, aliás, cultivada ao longo do ano lectivo. É perfeitamente ridículo as normas que obrigam, extremadamente, os professores a este papelucho.
rtp-um dia em cheio
Foi um dia grande para a Rádio Televisão Portuguesa! Um dia de outros tempos. Fátima e futebol; Fátima e Benfica. Dois directos. Um notável serviço público!
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