domingo, fevereiro 08, 2009

rtp

Os primeiros quinze minutos do Telejornal das 13 horas, na RTP, foram dedicados ao futebol. Depois, vieram os despedimentos na Corticeira Amorim e outros protestos laborais e sociais. A televisão pública não pode - não deve - ser um dos principais promotores de uma imbecilização cada vez mais recorrente. Na verdade, esta imbecilização não se enquadra somente a este tipo de exemplo noticioso. Os restantes programas, designadamente os chamados de entretenimento, parece estarem na incumbência exclusiva de personalidades como João Baião, Malato, e outros que não recordo o nome. Para esta não-existência, vale mais não existir. Verdadeiramente.

sábado, fevereiro 07, 2009

amorim

Só mesmo os mais obstinados crentes do neo-liberalismo não concordarão. Acontece que o homem mais rico de Portugal não pode despedir, neste tempo histórico em que vivemos, 195 trabalhadores das suas empresas de cortiça. É imoral e ultrajante.

uma espécie de culto

Se dúvidas houvesse relativamente ao espermático culto em torno da figura emblemática de José Sócrates que o PS, enquanto partido-sustentáculo do governo, teimosa e inoportunamente desenvolve, o artigo de Maria Belo hoje no Expresso assume, de forma inequívoca, esse novo paradigma político-estratégico socialista. O título é, desde logo, sugestivo e introdutório da patetice que se lhe segue: "O PS, um partido para lavar e durar". Depois, há coisas destas: "finalmente temos, nós cidadãos, a impressão de sermos governados por um governo democrático. O primeiro-ministro e os membros do governo formam uma forte equipa de homens e mulheres, mais ocupados com o andar do país do que com a politiquice. Errar é humano e falharão aqui e ali. Mas a segurança que transmitem, mesmo em plena crise internacional e nacional é evidente. E este é com certeza o mais visível efeito da liderança de Sócrates". E destas: "Sócrates pegou no PS (...) e fez dele um partido de quadros".
Todo o artigo é, pois, construído nesta inocuidade simplória que envergonhará qualquer socialista que se preze.

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

camaradas

Estou propenso a crer que vamos ouvir, amiudadas vezes, este ano, por parte de alguns dirigentes do Partido Socialista, o sólido vocábulo "camaradas". Por estes dias, já o ouvi, vigorosa e estafadamente, por Sócrates e pelo inevitável Santos Silva, que até já anda por aí a oferecer "malhação" à oposição.

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

a greve no reino unido

É mais um sinal da crise económica que vivemos. Trabalhadores britânicos da área da energia entraram em greve por causa da empregabilidade de trabalhadores de outras nacionalidades. Acontece que estes trabalhadores são cidadãos da União Europeia, nomeadamente italianos e portugueses. A crise é, de facto, bem mais grave do que parece.

professores reformados voluntários

É mais uma reforma educativa deste extraordinário ministério da educação: alguém, provavelmente alguém que por lá andava mais esquecido (Walter Lemos?) teve esta assombrosa ideia: e se convidássemos os professores que se encontram na reforma para gerirem actividades extracurriculares nas escolas? E pronto. Pegou! É, de facto, um grande e reformador ministério. Será que esta gente não consegue mergulhar verdadeiramente na educação?

o processo

O caso Freeport vem revelar, quanto a mim, uma evidência: o culto despropositado que o primeiro-ministro conseguiu desenvolver em pouco mais de quatro anos. Mas o que é realmente estranho é que essa espécie de veneração personalista vem, em grande parte, daqueles que, por obrigação, deveriam ter uma postura de total independência. Estou a falar, obviamente, dos que têm responsabilidades nos meios de comunicação social. Com efeito, desde o simples pivô do telejornal ao mais afamado e idóneo comentador, todos - ou, pelo menos, a sua grande parte - convergem no seguinte: o de não acreditar que José Sócrates ("o meu primeiro-ministro", ouvi de alguns) tenha recebido alguma espécie de luvas ou cometido algum tipo de irregularidade neste imbróglio em que se transformou o espaço comercial de Alcochete. Depois, como que a aligeirar o hipotético e nebuloso envolvimento do nome de José Sócrates no meio de tudo isto, atiram-se à família - ao tio e aos primos -, expressando sempre a tenebrosa e cobarde frase de que ninguém pode escolher a família que tem.
Creio que José Sócrates fica mal na fotografia. Não tanto pelas aparições etiquetadas que tem vindo a suceder nas televisões, mas, principalmente, porque parece sentir-se bem montado no alto da sua ténue sustentação piramidal. Quanto ao resto, é, simplesmente, o resto. José Sócrates é, à luz da lei, um cidadão como outro qualquer. Por isso, tudo o que diga respeito a processos de investigações judiciais em que o seu nome seja opinado, o tratamento a que é sujeito deve ser o mesmo que um outro qualquer cidadão. Daí que aquela juíza - por sinal a responsável pela investigação - que num dia deu duas entrevistas televisivas, prestou, também um mau serviço ao país, isto é, à justiça portuguesa.

coisas

vamos pela estrada e sentimo-nos bem. lá fora, o vento sopra, a neve cai, voam duas aves perdidas. eu sei que tenho de chegar a algum lugar...

neste momento...