terça-feira, janeiro 20, 2009
o provável futuro presidente
Começo a dar razão a Pacheco Pereira no que diz respeito à mansidão da comunicação social sobre a política do país. Ouvi na Antena 1 a seguinte e extraordinária apresentação de Pedro Passos Coelho, aquando da sua participação no colóquio promovido pela revista Economist: "Pedro Passos Coelho, visto como o provável futuro presidente do PSD". Chama-se a isto futurologia. Mas também se enquadram, na perfeição, outros nomes.
sexta-feira, janeiro 16, 2009
o sentido de credibilidade de mário lino
Mário Lino outra vez!... O Ministro das Obras Públicas acusa directamente Ferreira Leite nestes termos: se antigamente era a favor do TGV, por que carga de água é, agora, contra?!...
Ó sr. Ministro, só por muita ingenuidade é que o sr. pode dizer uma coisa destas!... Então não foi o senhor que disse que o aeroporto lá para o sul de Lisboa "jamais"? E quanto tempo passou para que a sua opinião mudasse? Dois?... Três meses? Relativamente a Manuela Ferreira Leite, estamos a falar de seis anos!... E o sr. quer comparar os tempos?!... Uma crise equiparada à de 1929 é o que estamos a viver agora!... Por isso, sr. ministro, seria bom que não desbocasse tanto! Aliás, quando o sr. abre a boca, José Sócrates deve tremer. É que as eleições estão cada vez mais perto. Por isso, a ordem será "jamais" para os disparates...
Ó sr. Ministro, só por muita ingenuidade é que o sr. pode dizer uma coisa destas!... Então não foi o senhor que disse que o aeroporto lá para o sul de Lisboa "jamais"? E quanto tempo passou para que a sua opinião mudasse? Dois?... Três meses? Relativamente a Manuela Ferreira Leite, estamos a falar de seis anos!... E o sr. quer comparar os tempos?!... Uma crise equiparada à de 1929 é o que estamos a viver agora!... Por isso, sr. ministro, seria bom que não desbocasse tanto! Aliás, quando o sr. abre a boca, José Sócrates deve tremer. É que as eleições estão cada vez mais perto. Por isso, a ordem será "jamais" para os disparates...
quinta-feira, janeiro 15, 2009
A Grande Entrevista
- E foi a entrevista com a líder do PSD, Manuela Ferreira Leite. Para a semana, estarei em Manchester para uma nova Grande Entrevista, desta vez com Cristiano Ronaldo.
Judite de Sousa despede-se, assim, com um sorriso no olhar, de Manuel Ferreira Leite.
Judite de Sousa despede-se, assim, com um sorriso no olhar, de Manuel Ferreira Leite.
o debate parlamentar
Ouvi ontem partes do debate parlamentar. O tema proposto pelo Governo foi a saúde. Confesso que ouvi, mas tive dificuldades de entendimento. Do que falavam aquelas pessoas? Ataques rasteiros, truquezitos disciplinados, risinhos, dedos apontados, o passado, confrontos pessoais... tudo isto se passa no Parlamento. Paulo Portas contabilizou as perguntas que Sócrates não respondeu nas suas visitas quinzenais ao Parlamento. Por sua vez, Sócrates acusa o líder do CDS-PP de lhe questionar sobre coisas do tipo o preço do pão (não foi este exactamente o exemplo, mas serve perfeitamente para ilustração). Logo Sócrates, que é especialista em levar, qual um mágico que retira um coelho da cartola, esta espécie de número: um lançamento de uma obra pública, a redução do preço disto e daquilo... Mas o que realmente fica, no meio do foguetório em que se transformou o plenário, é a inocuidade, o vazio. Não sei se o problema é meu. Estou em crer que não. Mas não ouvi - do que pude ouvir - nada de jeito. E a culpa é de José Sócrates. É, sem dúvida, o primeiro-ministro mais habilidoso da nossa imberbe democracia. Não tem a retórica guterrista (Vasco Pulido Valente apelidou-o, injustamente, de "picareta falante"), mas possuiu um outro tipo de retórica, precisamente aquela que se fabrica para os meios de comunicação social. Mais nada.
quarta-feira, janeiro 14, 2009
as meninas e os meninos do marketing telefónico
José António Saraiva escreveu uma excelente crónica no último Tabu sobre o labirinto (é assim que se titula o escrito) que constitui uma chamada para a linha de apoio ao cliente de uma qualquer operadora telefónica. Na verdade, o que esta gente faz no outro lado da linha é extraordinariamente confrangedor, pois trata-se de mero marketing, o qual não passa de uma inócua simpatia comunicativa. Para além disso, o sermos obrigados a engolir grandes pedaços de publicidade enquanto, desesperadamente, esperamos pela passagem a uma hipotética e desejada solução não sei se não constituirá um qualquer ilícito de mercado, tendo em conta os superiores interesses do consumidor.
Com efeito, toda esta situação nos conduz à formulação da seguinte questão? A formação destes operadores resume-se aos níveis de excelência – que efectivamente conseguem atingir – no que diz respeito à simpatia e à amabilidade? Seria melhor que não fosse assim e que alcançassem a resolução atempada dos diversos problemas dos clientes. É que não basta abrir pacoviamente a boca – como muitas empresas o fazem – quando afirmam que a formação é uma realidade da empresa, sem ter em linha de conta que essa mesma formação não vai ao encontro das necessidades dos clientes.
Com efeito, toda esta situação nos conduz à formulação da seguinte questão? A formação destes operadores resume-se aos níveis de excelência – que efectivamente conseguem atingir – no que diz respeito à simpatia e à amabilidade? Seria melhor que não fosse assim e que alcançassem a resolução atempada dos diversos problemas dos clientes. É que não basta abrir pacoviamente a boca – como muitas empresas o fazem – quando afirmam que a formação é uma realidade da empresa, sem ter em linha de conta que essa mesma formação não vai ao encontro das necessidades dos clientes.
terça-feira, janeiro 13, 2009
a dúvida de mário soares
Ao contrário do título do Sol on line que dá como garantia uma hipotética confissão de Mário Soares sobre a vantagem de uma nova maioria absoluta PS em 2009, o que realmente o ex-presidente profere não é mais do que as suas dúvidas sobre se o PS merece ou não essa maioria. A meu ver, não merece. E, estou certo que na cabeça do ex-presidente da república também não a merecerá. Na verdade, ao admitir que uma maioria absoluta do PS pode contribuir para uma estabilidade governativa, Soares não diz mais que o óbvio. Mas, como também ele sublinha, os tempos estão a mudar. Neste sentido, a nossa maturidade democrática vai também evoluindo. Daí que ter ou não ter um governo de maioria parlamentar pode ser, no próximo ano, irrelevante. Provavelmente, estaríamos com melhores respostas para a crise económica se tivéssemos um governo minoritário que conjugasse esforços no sentido de uma efectiva reunião de consensos partidários. Obama percebeu isso, ao formar uma espécie de governo de coligação entre democratas (obviamente) e republicanos. E já que virá das américas a salvação (como veio a depressão), não será de todo despiciente olharmos para este tipo de exemplos. Aliás, se também tivermos em conta outras realidades (muito ao gosto de Sócrates, diga-se de passagem), o milagre educativo finlandês deve muito a um sistema de "coligações de vontades", naturalmente independentes de maiorias ou minorias.
(publicado no jornal Sol, em 17/01/2009)
(publicado no jornal Sol, em 17/01/2009)
o fenómeno ronaldo
Não é que não goste de Cristiano Ronaldo. Nem muito menos me considero hipersensitivo relativamente ao futebol. O que realmente me espanta é a dimensão a que isto chegou. Ronaldo ganhou o discrepante prémio de melhor jogador do mundo. Parabéns. Há mais alguma coisa a fazer?...
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