Numa breve entrevista inserida na última página do DN, diz o inefável Madaíl, presidente da Federação Portuguesa de Futebol: "Mundial não é prioridade mas era muito bom". Ficamos também a saber, por parte deste senhor, que "sabemos da disponibilidade no nosso Governo para a realização do Campeonato do Mundo em 2018" e que "isto [campeonato do mundo de futebol] não é nenhuma prioridade nacional".
Pela minha parte, agradeço ao sr. Madaíl esta preciosa informação relativamente aos intentos do Governo da República nesta matéria. Eu não sabia. Possivelmente, nem o Presidente da República saberá. Mas isso também não será importante, segundo a óptica de Madaíl, pois sublinha, desassombrado, que "ele [Cavaco Silva] também já tinha a mesma opinião [contrária] no Campeonato da Europa de 2004" e que, "como é o nosso Presidente da República, temos de respeitar". Nem mais. Temos de respeitar. Gostava de ouvir a opinião do seu parceiro Laurentino Dias, apesar de não ser difícil adivinhar qual seja.
quarta-feira, outubro 08, 2008
terça-feira, outubro 07, 2008
o dinheiro ofertado aos bancos e a fome
Não sei se é demagogia, mas um dos mais transparentes raciocínios que li sobre a crise que todos os dias se alastra nas nossas vidas mas, principalmente, nas vidas daqueles que andaram durante estes anos, numa espécie de rodopio infantilizado, montados em lucros rapidamente esfumados porque eram alicerçados, no fundo, numa boa dose de fantasia, um dos mais transparentes raciocínios, dizia, pertence (sem, no entanto, ter a certeza da autoria) ao líder do Parlamento Europeu. Disse mais ou menos isto: se há dinheiro para ajudar esta gente, então também deve haver para radicar a fome no mundo. Certeiro e simples, ou simples e certeiro.
sexta-feira, outubro 03, 2008
um certo capitalismo
Uma notícia da manhã informativa: o banco de investimento suíço UBS, em crise financeira decorrente do actual estado da economia planetária, com epicentro nos Estados Unidos da América, despediu mais de dois mil funcionários. Como consequência (inevitável?) desse meticuloso e reflexivo acto de gestão empresarial, as acções do banco retomaram uma subida que havia sido interrompida.
E é assim o mundo económico-financeiro em que vivemos. O económico (é a economia, estúpido...) e, por arrastamento, todos os outros.
E é assim o mundo económico-financeiro em que vivemos. O económico (é a economia, estúpido...) e, por arrastamento, todos os outros.
quinta-feira, outubro 02, 2008
ainda o casamento
Ouvi agora os respectivos líderes parlamentares do PS e do PSD. Aquele afirma, extraordinariamente que o ex-líder da JS é o único deputado com liberdade de voto, visto ter sido uma bandeira de há muito dos jovens socialistas. Acrescenta ainda, desavergonhadamente, que esta excepção simboliza o grau de liberdade que se vive no interior do partido. É, sem dúvida, um bom ponto de partida para qualquer humorista explorar. Quanto ao líder parlamentar do PSD sublinha a liberdade de voto, sem no entanto deixar de referir a cartilha ultra-conservadora de Manuela Ferreira Leite que se resume àquela ideia tosca da procriação como o principal fito do casamento. Ora, tendo em conta esta posição, deveria o PSD seguir o PS na obrigatoriedade do "não". Por outro lado, o PS, nesta sua lógica de liberdade interna que fala Alberto Martins, só poderia, naturalmente, ingressar no "sim".
o ps e o psd e o casamento gay
Sabemos que isto já não é, politicamente, o que era. Sabemos também que existe um efectivo esbatimento de uma certa ideologia tradicionalmente colada a diferentes facções partidárias. No entanto, nunca esperei ver o PS a acusar uma obrigatoriedade de voto contra o casamento homossexual e o PSD de Manuela Ferreira Leite a dar liberdade de voto aos seus deputados. É, por um lado, o partido do governo a pescar votos à direita; por outro, o partido da oposição, a intrometer-se (imagino com que esforço de consciência para Manuela Ferreira Leite) em orientações tradicionalmente fixadas à sua esquerda. Pois, mas a tradição já não é o que era. Principalmente quando as eleições espreitam.
os professores
Há tempos, numa conversa rápida e perdida com um professor, este referiu, crítica e ironicamente, o seguinte: "repara, são estes cento e tal mil professores que há três ou quatro meses andaram com bandeirinhas em Lisboa a gritar palavras de ordem contra a avaliação e agora é vê-los, cordeirinhos e preocupados, à volta destas daquelas grelhas, destes e daqueles objectivos..." Eu, incrédulo mas convencido, não pude deixar de lhe dar razão. Na verdade, toda a pantomina exposta por esta classe profissional em Lisboa não passou de um mero adereço protestativo, inócuo e ilusório.
a greve e o fracasso do secretário de estado
Anda para aí um secretário de estado que pensa que repetindo a mesma palavra umas sete ou oito vezes em mais ou menos 30 segundos, consegue fazer com que as pessoas que o ouvem (que circulam, por exemplo, no carro, como foi o meu caso), e/ou que o vêem em casa à hora do telejornal, entre uma ou duas colheradas de sopa, considerem que a verdade, de incisivamente repetida, só pode estar do lado deste mestre da comunicação. Ora, comigo foi precisamente o contrário: pensava que a greve geral convocada pela CGTP não estava com a repercussão social desejada pela central sindical, mas... após ouvir aquele senhor que é secretário de estado repetir a palavra "fracasso" uma mão cheia de vezes, numa nesga temporal própria deste tipo de comunicações, dei comigo a pensar que, afinal, os 11% do governo deveriam ter sido um pouco mais.
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