A ideia que se vem criando, a respeito de algumas derivações desastradas de alguns ministros, é que tudo se resume a um problema de comunicação. Foi assim com Correia de Campos e tem servido de justificação para com Maria Lurdes Rodrigues. Por isso, os comentadores da nossa praça (a maioria) apoiam panoramicamente as medidas deste ministério da educação. O problema, dizem, é que não se explica convenientemente.
Claro que, com este pensamento enviesado, os professores ficam absolutamente com o ónus da culpa: as reformas são boas, eles é que não entendem ou (outra possível derivação interpretativa) querem continuar com os privilégios que desde há muito vêm usufruindo. No entanto, esta simplificação explicativa contraria, de certo modo, a tese que aponta para uma falha comunicacional. Ou seja: os únicos que não entendem são os professores. De resto (a maioria do comentadores, capazes de análises prodigiosas), todos são capazes de compreender na plenitude a limpidez administrativa (não é mais do que isso: medidas administrativas) que paira na cabeça da equipa do ministério da educação.
Ora este raciocínio não pode ser naturalmente verdade. Nenhuma classe profissional - nem mesmo a política! - é capaz de uma tal união se não considerasse completamente injustas estas impensáveis medidas, as quais têm também a sua fonte em preconceitos que urge desfazer.
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
menezes, o processo de avaliação dos professores e os partidos políticos
O que me custa é ver o líder do PSD, potencial primeiro ministro (inerência do cargo), em esquemas de uma inocuidade lastimável e rica num hipotético oportunismo político que nem isso chega a ser. Antes pelo contrário, Menezes, com declarações do género (a respeito da avaliação ds professores) "mandava o bom senso que se parasse para pensar, para ouvir os sindicatos, para ouvir os pais, para ouvir os agentes educativos em geral e se partir para um sistema justo", afunda-se cada vez mais não na tabela classificativa (porque não existe), mas numa credibilidade que nunca foi tão inexistente como agora.
Na verdade, ele é incapaz de vislumbrar o que realmente está em causa neste momento, o qual naturalmente não passa por uma (singular) atitude dialogante com os diversos parceiros educativos. Esta reforma da avaliação dos professores, projectada por uma equipa incompetente, não deve ser sequer considerada, pois o ministério já deu provas de uma total inépcia educaconal. Aliás, a equipa ministerial encontra-se, no que à credibilidade diz respeito, ao nível do líder do PSD.
O que se pretende neste momento do maior partido da oposição (e, já agora, dos restantes) não são "frases-clichés", do tipo que Menezes proferiu (isso é mais tarefa para o Presidente da República). O que realmente interessava, no momento em que atravessamos, ao nível do projecto educativo (?) do governo, o período mais conturbado do seu consulado, era que as declarações dos diversos partidos da oposição se orientassem para os seguintes pressupostos: exigir a demissão de toda a equipa do ministério da educação e/ou apresentar uma proposta concreta relativametne ao assunto em causa. Ninguém, até agora, descobriu o caminho...
Na verdade, ele é incapaz de vislumbrar o que realmente está em causa neste momento, o qual naturalmente não passa por uma (singular) atitude dialogante com os diversos parceiros educativos. Esta reforma da avaliação dos professores, projectada por uma equipa incompetente, não deve ser sequer considerada, pois o ministério já deu provas de uma total inépcia educaconal. Aliás, a equipa ministerial encontra-se, no que à credibilidade diz respeito, ao nível do líder do PSD.
O que se pretende neste momento do maior partido da oposição (e, já agora, dos restantes) não são "frases-clichés", do tipo que Menezes proferiu (isso é mais tarefa para o Presidente da República). O que realmente interessava, no momento em que atravessamos, ao nível do projecto educativo (?) do governo, o período mais conturbado do seu consulado, era que as declarações dos diversos partidos da oposição se orientassem para os seguintes pressupostos: exigir a demissão de toda a equipa do ministério da educação e/ou apresentar uma proposta concreta relativametne ao assunto em causa. Ninguém, até agora, descobriu o caminho...
quarta-feira, fevereiro 27, 2008
ministro da agricultura
Aos poucos, começa uma espécie de implosão (não será ainda social) do governo. É a velha lógica que para derrubar um governo basta simplesmente que ele se desmorone por ele próprio. Não me incomodava muito esta ideia se no lado de lá houvesse efectivamente um grupo de pessoas capazes de iniciarem um conjunto de medidas equilibradas, dentro de um paradigma verdadeiramente nacional (o país é este e não outro).
Na verdade, os disparates adensam-se e tornam-se cada vez mais patéticos. Quatro nomes: Mário Lino, Manuel Pinho, Nunes Correia (é o do ambiente), Alberto Costa, Lurdes Rodrigues e agora Jaime Silva. Com efeito, as declarações deste último a respeito de Paulo Portas não lembram ao diabo. O homem não conseguiu esboçar um único ataque político, dentro de parâmetros verdadeiramente democráticos. Até do branqueamento dos dentes de Paulo Portas se lembrou!
Na verdade, os disparates adensam-se e tornam-se cada vez mais patéticos. Quatro nomes: Mário Lino, Manuel Pinho, Nunes Correia (é o do ambiente), Alberto Costa, Lurdes Rodrigues e agora Jaime Silva. Com efeito, as declarações deste último a respeito de Paulo Portas não lembram ao diabo. O homem não conseguiu esboçar um único ataque político, dentro de parâmetros verdadeiramente democráticos. Até do branqueamento dos dentes de Paulo Portas se lembrou!
pobreza (argumentativa)
Até nisto - por falta de prática democrática - a segunda República contribuiu para a pobreza argumentativa que hoje se vive na política portuguesa. Não é que Augusto Santos Silva, ministro dos Assuntos Parlamentares, se lembrou, esta terça-feira, nas jornadas parlamentares do Partido Socialista (Guarda), de enfaticamente afirmar que os portugueses têm duas opções: o caminho das reformas ou o regresso ao passado ("se querem continuar neste caminho, sabem quem têm de apoiar e escolher, mas se querem voltar para trás, os responsáveis pelo dantes estão cá").
Este tipo de argumentário político reflecte sobretudo um ponto interessante: Augusto Santos Silva trata os portugueses como se estes fossem estúpidos. Na verdade, ele sabe muito bem que ninguém volta ao passado, mesmo se considerarmos a história dentro deu uma perspectiva cíclica. Os intervenientes podem até ser os mesmos, mas a história é irrepetível. Mesmo que concepções néscias como a que esboçou na Guarda nos façam crer que assim não é.
Este tipo de argumentário político reflecte sobretudo um ponto interessante: Augusto Santos Silva trata os portugueses como se estes fossem estúpidos. Na verdade, ele sabe muito bem que ninguém volta ao passado, mesmo se considerarmos a história dentro deu uma perspectiva cíclica. Os intervenientes podem até ser os mesmos, mas a história é irrepetível. Mesmo que concepções néscias como a que esboçou na Guarda nos façam crer que assim não é.
agressão a rui santos, jornalista desportivo
Para quem não saiba, Rui Santos é um jornalista desportivo que, como lhe compete e é usual neste tipo de profissão, elabora raciocínios sobre tácticas, sobre estruturas, sobre equipas, sobre presidentes, sobre treinadores, sobre jogadores, sobre empatia futebolística, sobre adeptos, sobre golos que entraram, sobre golos que não entraram, sobre árbitros... enfim, sobre o universo futebolístico. Rui Santos foi alvo recentemente de uma tentativa de agressão. Ao que parece, a tentativa não passou disso mesmo e, portanto, não chegou felizmente a ser totalmente concretizada. Mas Rui Santos aproveitou este "tempo extra" para iniciar uma prodigiosa declaração de princípios sobre... o estado do país, afirmando que é motivo de reflexão o clima de impunidade que se vive em Portugal. Ainda bem que Rui Santos, como verdadeiro homem da bola, reflecte sobre o estado da justiça. De uma coisa Rui Santos está certo: não vai deixar que este (seu) caso se torne mais um caso Bexiga. Nem nós esperávamos outra coisa!
terça-feira, fevereiro 26, 2008
lurdes rodrigues no prós e contras
Chega a ser confrangedor a incapacidade da ministra da educação nas questões que dizem respeito à... educação. Quando muito, Lurdes Rodrigues desempenha um papel proactivo em parâmetros administrativos, de regulação de normas burocráticas e afins. Agora naquilo que concerne ao verdadeiro fim de todo o projecto educativo (que passa incontornavelmente pela junção de variadas valências de uma comunidadade escolar, como, por exemplo, o aluno, o professor, a sala de aula, a escola...), a presente ministra revela-se cada vez mais como uma ministra a prazo.
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
psd queixa-se de manipulação da ministra no prós&contras
Nem uma palavra do programa Prós&Contras da RTP relativamente às acusações do PSD que apontam para uma manipulação da ministra no sentido da não aceitação de deputados da oposição no debate. Para a sua correcta clarificação, convinha que a jornalista Fátima Campos Ferreira tivesse, logo no início do programa, uma palavra esclarecedora.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
