quarta-feira, fevereiro 20, 2008
os sinais do bloco
Estou propenso a crer que o Bloco de Esquerda anda aqui e ali a manifestar sinais de uma possível coligação com o PS nas próximas legislativas, caso este partido não consiga a maioria absoluta que é um cenário, aliás, cada vez mais provável. Francisco Louçã já referiu (e com razão) o famoso rotativismo do chamado bloco central. Mas é na Câmara Municipal de Lisboa que o cozinhado se prepara. Basta ouvir José Sá Fernandes a propósito do empréstimo que o Tribunal de Contas chumbou e ficamos por momentos na dúvida sobre quem é o presidente.
terça-feira, fevereiro 19, 2008
solidariedade de costa
A solidariedade de António costa aos credores da Câmara Municipal de Lisboa não ficou bem ao presidente da autarquia, na sequência do chumbo do Tribunal de Contas (TC) do pedido de empréstimo de 360 milhões de euros para pagar dívidas antigas. Para além de sugerir uma lapidagem extremosa de uma hipocrisia política insustentável, António Costa deveria saber que esta era uma das possíveis considerações do TC, sob pena de um parecer positivo deste órgão poder originar uma catadupa de pedidos de empréstimos pelas mais variadas razões de outras autarquias do país.
lurdes rodrigues
É - não tenho dúvidas - a próxima ministra a ir embora. Ouvi-a hoje no forum da TSF e parece-me inacreditável como não se consegue extrair uma única ideia realmente direccionada para o processo ensino-aprendizagem. Daquela cabecinha só sai mesmo o simplex virado do avesso: burocracias, eduquês, medidas administrativas, punições.
Lurdes Rodrigues não é capaz de compreender que a educação, numa realizada interacção pedagógico-didáctica, continua a ser um professor numa sala de aulas a transmitir conhecimentos aos alunos. É tão simples quanto isso. O que está para além disso é já outra coisa. O pior cego é aquele que não quer ver.
Lurdes Rodrigues não é capaz de compreender que a educação, numa realizada interacção pedagógico-didáctica, continua a ser um professor numa sala de aulas a transmitir conhecimentos aos alunos. É tão simples quanto isso. O que está para além disso é já outra coisa. O pior cego é aquele que não quer ver.
os entrevistadores da entrevista
Aos poucos começam aparecer os críticos de Ricardo Costa e Nicolau Santos, os dois entrevistadores que deviam entrevistar José Sócrates. Com efeito, anda por aí (não é só o Santana...) um não sei quê de comprometimento envergonhado em relação ao primeiro-ministro que tem, efectivamente, poderosos aliados. Confesso que sou daqueles que tremem só de pensar que Luís Filipe Menezes pode um dia vir a ser primeiro-ministro (já tremeliquei com Santana Lopes), mas não posso concordar com toda esta panóplia propagandística que Sócrates desenvolve com a conivência dos diversos órgãos de comunicação social.
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
reacção dos partidos à entrevista
O que leva os partidos políticos a assumirem estas figurinhas de comentarem uma entrevista segundos após ela ter acabado? Zita Seabra meteu dó; Frazão, do PCP, não disse nada (dizer ele disse...); João Semedo, do Bloco de Esquerda, foi contido e mais acertado; do CDS-PP, ninguém se ouviu!
Sócrates na SIC
Ouço o José Sócrates na entrevista da SIC e fico perplexo por várias razões. A primeira é, desde logo, a falta de carisma dos entrevistadores. Com efeito, Ricardo Costa (o tal que trata o ministro por tu, como já por várias vezes referiu) e Nicolau Santos estão para ali numa amena cavaqueira com o primeiro-ministro. Este é, na verdade, o que conduz a entrevista. Sócrates disse o que queria dizer e não o que os entrevistadores gostariam que ele disesse, ou melhor, o que os portugueses desejariam ouvir. Estamos, portanto, perante uma falsa entrevista (acabei agora de ouvir Sócrates: "...eu queria ainda falar da gestão das escolas". Oposição de Ricardo Costa: "mas não temos tempo..." Sócrates falou da gestão escolar sem algum alinhamento indigador, isto é, desenvolveu o que quis, como quis, o tempo que quis).
a existência pingada de nunes correia
Afinal, o ministro do ambiente também opina. E opinou logo hoje, com algumas zonas da área da grande Lisboa completamente inundadas das chuvas torrenciais que não pararam durante algumas horas. Acusou as autarquias de não fazerem o que lhes compete, isto é, de fazer as limpezas regulares para evitar cheias. Por outro lado, os autarcas acusam o ministro de ignorante remetendo esta competência para o ministério do ambiente. Em que ficamos?
Subscrever:
Mensagens (Atom)
