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terça-feira, junho 28, 2011

os princípios fundamentais do ps

É simplesmente delicioso ver Maria de Belém, a aprazada líder parlamentar do Partido Socialista, advertir para o possível desvirtuamento da essência programática do PS se o acordo assinado com a Troika estrangeira colocar em causa os "princípios fundamentais do Partido Socialista". Maria de Belém vai mesmo mais longe quando afirma que há "várias formas de interpretar o conteúdo das medidas" e que é, portanto, imprescindível a "salvaguarda do nosso [PS] quadro referencial", pois o voto do partido não pode ser tido como seguro no âmbito do próprio acordo.
Confesso que não entendi esta alocução da ex-ministra da saúde. Estará para nascer outro partido socialista?

terça-feira, fevereiro 24, 2009

ps e a viragem à esquerda

Os sinais são claros. Em ano de eleições legislativas (e é de legislativas que se trata), o governo do Partido Socialista parece que concluiu que não se safava se não tomasse a seu cargo algumas bandeiras da chamada esquerda fracturante, principalmente do Bloco de Esquerda. De facto, o partido de Louçã revela-se, neste intróito eleitoral, a principal ameaça dos socialistas (ou de Sócrates). Afinal, a maioria absoluta passa, impreterivelmente, pela esquerda. Quantos mais votos se deslocarem para este esquerda (PCP incluído), menos possibilidades alcança o PS na renovação da maioria. Não só da maioria, mas da própria vitória. Neste âmbito, o PSD aparentemente já consegue desfrutar duma lógica programática que, nitidamente, lhe faltava.
Por isso, anda agora o PS num corrupio. O que antes era quase sacrilégio - deixar falir um banco - revela-se agora uma necessidade normalizada, tendo em conta a crise e os interesses superiores do Estado. Tenho para mim que tudo isto é descaramento a mais. Numa palavra: hipocrisia.

terça-feira, março 25, 2008

o ps de sócrates

Sócrates sublinhou, na tomada de posse das comissões políticas concelhias da Federação da Área Urbana de Lisboa do PS (FAUL), que o partido está unido e aberto ao exterior e que está "em permanente diálogo com as forças de progresso do país", assim como, mais uma vez, teve que recordar que, no PS, as divergências são respeitadas, pois são fruto de um partido naturalmente plural:"nunca [o PS] teve delitos de opinião, nem nunca marginalizou ninguém só por ter posições diferentes (...) aqui no PS há liberdade interna".
Estas palavras do secretário-geral do Partido Socialista devem ser consideradas se tivermos em conta uma visão diacrónica do partido. Por outro lado, a pluralidade opinativa, as chamadas tendências, fazem parte do código genético de qualquer partido. Mesmo no PCP existem tendências e Jerónimo de Sousa bem pode também vir para as televisões afirmar, tonitruante, que os comunistas respeitam - tendo mesmo em especial apreço - os pontos de vista divergentes da direcção do partido.
Um partido político sem contraditório é, pois, um partido esgotado e com necessidade de uma regeneração. Esta deve ser enquadrada tendo em conta um processo interno de desmistificação daquilo que está, de certo modo, mistificado. E o PS - este PS - vive, nos tempos que correm, nesta espécie de limbo narcisista (mistificador). Tem um líder que é primeiro-ministro de um governo maioritário, o primeiro na história do partido.
Nesta contextura, deveria o PS marcar a diferença em relação ao seu antecessor no governo (o PSD). Mas não. Com efeito, o partido socialista decalca o mesmo caminho do PSD de Cavaco: deixa de existir. Exemplo disso é o olhar que podemos lançar para o confrangedor grupo parlamentar (aí, onde o partido verdadeiramente existe, ou deveria existir...) e depressa notamos que o grupo de deputados que compõem a maioria parlamentar não são mais do que meros títeres do governo.
Por isso, as palavras de José Sócrates na FAUL são meras palavras vazias de sentido.

coisas

vamos pela estrada e sentimo-nos bem. lá fora, o vento sopra, a neve cai, voam duas aves perdidas. eu sei que tenho de chegar a algum lugar...

neste momento...