Jorge Coelho renunciou, estoicamente, à pensão vitalícia a que tinha, por inelutável intermédio da letra de lei, direito. Sabemos que o Governo prepara uma diretiva no sentido de acabar com este tipo de benesses a ex-políticos que se encontrem a usufruir de uma acumulação no setor privado. Daí que a nobreza deste gesto de Coelho se encontre ao mesmo nível de uns outros seus compagnons de route, agora no governo, os quais recusaram - vejam só! - o subsídio de alojamento a que tinham direito, mesmo sendo possuidores de habitação própria na capital. Foi até com este tipo de fundamentação que Aguiar Branco superou esta onda de hipocrisia política ao renunciar a um dos subsídios de alojamento (o monetário).
A este propósito, convém desmistificar algo que os comentadores políticos teimam em engrandecer, que se cola a uma suposta verdade que é a de que os políticos, em Portugal, são mal pagos. Mal pagos em relação a quem? Quantos quadros superiores públicos recebem, por exemplo, 800 euros mensais de subsídio de alojamento? E não sei quanto para despesas de representação?
A meu ver, urge, efetivamente, em Portugal, uma reforma salarial. Só que a mesma não passa - não deve - pelo aumento da massa salarial dos políticos.
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segunda-feira, outubro 31, 2011
quinta-feira, abril 03, 2008
jorge coelho e a política
Afinal, também Jorge Coelho vai tratar da vidinha!
É difícil não se gostar do ex-dirigente do PS. Incendiário mas também bombeiro (apesar de ser mais conhecido por este último epíteto), Coelho apareceu com uma expressão de maior visibilidade no PS de António Guterres. Este, com a sua inclinação para frases tonitruantes ("picareta falante", disse dele Vasco Pulido Valente), chegou mesmo a afirmar que o antigo ministro da Administração Interna era "imprescindível". Daí ter chegado a número dois do partido, com uma suposta arte de engendrar tácticas e estratégias orientadoras do PS (pelo menos é com esta áurea com que os jornalistas, na sua globalidade, o interpretam). Por isso, um deputado desta maioria chega mesmo ao ponto de declarar, segundo a edição do DN de hoje, que "Jorge Coelho é um senador" (quem será o deputado?!...).
Todavia, este "senador" foi tratar da vidinha, afirmando que não é rico e precisar de "ganhar a vida". Nada, aliás, que outros "senadores" (agora estou a sorrir, ao contrário do deputado do PS que teria dito o mesmo sem se rir...) não tivessem já feito. Quatro exemplos que o DN de hoje invoca: Pina Moura, Ferreira do Amaral, Armando Vara, Fernando Nogueira. Há outros, muitos outros. Só que ainda não chegaram a senadores...
É difícil não se gostar do ex-dirigente do PS. Incendiário mas também bombeiro (apesar de ser mais conhecido por este último epíteto), Coelho apareceu com uma expressão de maior visibilidade no PS de António Guterres. Este, com a sua inclinação para frases tonitruantes ("picareta falante", disse dele Vasco Pulido Valente), chegou mesmo a afirmar que o antigo ministro da Administração Interna era "imprescindível". Daí ter chegado a número dois do partido, com uma suposta arte de engendrar tácticas e estratégias orientadoras do PS (pelo menos é com esta áurea com que os jornalistas, na sua globalidade, o interpretam). Por isso, um deputado desta maioria chega mesmo ao ponto de declarar, segundo a edição do DN de hoje, que "Jorge Coelho é um senador" (quem será o deputado?!...).
Todavia, este "senador" foi tratar da vidinha, afirmando que não é rico e precisar de "ganhar a vida". Nada, aliás, que outros "senadores" (agora estou a sorrir, ao contrário do deputado do PS que teria dito o mesmo sem se rir...) não tivessem já feito. Quatro exemplos que o DN de hoje invoca: Pina Moura, Ferreira do Amaral, Armando Vara, Fernando Nogueira. Há outros, muitos outros. Só que ainda não chegaram a senadores...
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