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terça-feira, julho 05, 2011
renúncia de nobre
Nobre renunciou e fez bem. Ele candidatou-se a deputado para ser eleito presidente da Assembleia da República. Não o conseguiu. Candidatara-se antes a presidente da República. Ficou também, inglório, pelo caminho. Pior do que sair, seria mesmo ficar.
segunda-feira, abril 11, 2011
nobre, o fernando e alegre, o manuel
Fernando Nobre destabilizou o PSD e o PS e restantes partidos com a aceitação de encabeçar as listas pelo círculo de Lisboa do PSD. Não haverá muito a dizer. É um homem livre e, segundo rezam as crónicas, houve uma imposição feita pelo próprio: ser indigitado para presidir à Assembleia da República. Ou seja: Nobre ficará, se o PSD de Coelho ganhar as próximas eleições legislativas, como uma espécie de vice-presidente da República. Não consigo, pois, compreender a tremenda agitação dos partidos políticos. O sr. Vitalino Canas chegou mesmo a afiançar que o cargo de Presidente do Parlamento deveria ser preenchido por alguém com (vasta) experiência de deputado. Ridículo argumento, a partir do momento de que existe a possibilidade de cidadãos independentes concorrerem ao cargo de deputados da nação. Para além disso, este ponto de vista configura uma sobranceria nada compaginável com o pressuposto de que a Assembleia da República é a casa da democracia, isto é, dos cidadãos portugueses, os quais são representados pelos deputados. Nobre almeja um dia vir a ocupar a tribuna de Belém. Está no seu direito. Por mim, acho muito bem que se sujeite a quatro anos de trabalhos esmiuçados, enquanto Presidente da Assembleia da República. O que não deve, a meu ver, é aceitar o lugar de deputado caso o PSD perca as eleições. Aí é que colocava em causa a palavra dada aos seus estupidamente desiludidos eleitores.
Um outro curioso caso nestes dias de nebulosidades políticas é o apoio aparentemente incondicionado de Manuel Alegre a José Sócrates. É certo que o poeta já desbaratou aquilo que julgava ser a sua reforma política, mais ou menos avalizada na formosa quantia de um milhão de votantes. Formosa, mas não segura, como previsivelmente se verificou no seu último teste presidencial. Convém recordar que Alegre foi sempre um opositor – feroz! – a José Sócrates, não só enquanto deputado e candidato a Presidente da República (primeira parte), mas também enquanto membro da Comissão Política Nacional do partido. Ora, a questão que se deve colocar é: o que é que mudou? A resposta antevê-se naturalmente negativa se a ligarmos ao ainda primeiro ministro. Na verdade, José Sócrates, tem sido de uma incomensurável constância no que à projeção política diz respeito. Tudo nele é previsível, como, aliás, se viu no último congresso partidário, ao esgrimir a teoria da vitimização (os outros... os outros....), acusando a oposição de ser a responsável pelo caos financeiro-económico-político que o país se encontra. Pelo contrário, quem efetivamente alterou a sua postura interventiva foi Manuel Alegre, ao sujeitar-se a uma intervenção que não foi mais do que mero alcance propagandístico, pois Manuel Alegre está para Sócrates como Maomé está para o toucinho.
E por falar em visões propagandísticas, Passos Coelho deu um grande e arriscado passo (paronímias à parte) ao convidar Nobre para número um por Lisboa. Voltamos sempre ao mesmo: mais importante do que saber quem encima uma longa lista, é conhecermos individualmente cada candidato a deputado. Não irá decerto ser Nobre ou Ferro Rodrigues (meros candidatos fantasmas) os representativos da nação socialista ou social democrata. Aqueles, na verdade, não passam de simples e confiados pontas de lança, os quais simplesmente não podem fazer mais do que prometer marcar muitos golos. Acontece que por vezes os golos não passam de desvirtuosos e desgraçados autogolos. Tal e qual como no futebol.
Um outro curioso caso nestes dias de nebulosidades políticas é o apoio aparentemente incondicionado de Manuel Alegre a José Sócrates. É certo que o poeta já desbaratou aquilo que julgava ser a sua reforma política, mais ou menos avalizada na formosa quantia de um milhão de votantes. Formosa, mas não segura, como previsivelmente se verificou no seu último teste presidencial. Convém recordar que Alegre foi sempre um opositor – feroz! – a José Sócrates, não só enquanto deputado e candidato a Presidente da República (primeira parte), mas também enquanto membro da Comissão Política Nacional do partido. Ora, a questão que se deve colocar é: o que é que mudou? A resposta antevê-se naturalmente negativa se a ligarmos ao ainda primeiro ministro. Na verdade, José Sócrates, tem sido de uma incomensurável constância no que à projeção política diz respeito. Tudo nele é previsível, como, aliás, se viu no último congresso partidário, ao esgrimir a teoria da vitimização (os outros... os outros....), acusando a oposição de ser a responsável pelo caos financeiro-económico-político que o país se encontra. Pelo contrário, quem efetivamente alterou a sua postura interventiva foi Manuel Alegre, ao sujeitar-se a uma intervenção que não foi mais do que mero alcance propagandístico, pois Manuel Alegre está para Sócrates como Maomé está para o toucinho.
E por falar em visões propagandísticas, Passos Coelho deu um grande e arriscado passo (paronímias à parte) ao convidar Nobre para número um por Lisboa. Voltamos sempre ao mesmo: mais importante do que saber quem encima uma longa lista, é conhecermos individualmente cada candidato a deputado. Não irá decerto ser Nobre ou Ferro Rodrigues (meros candidatos fantasmas) os representativos da nação socialista ou social democrata. Aqueles, na verdade, não passam de simples e confiados pontas de lança, os quais simplesmente não podem fazer mais do que prometer marcar muitos golos. Acontece que por vezes os golos não passam de desvirtuosos e desgraçados autogolos. Tal e qual como no futebol.
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sábado, maio 15, 2010
os candidatos mudos
Cavaco Silva ainda não é candidato, é certo. Mas é Presidente da República. Manuel Alegre já se desvinculou do seu próprio gradeamento epistemológico-político. Ambos são mudos relativamente às medidas veiculadas pelo Governo para combater a crise, ou melhor, o défice (são coisas diferentes, penso, e uma não implica necessariamente a outra: eu preferiria de longe que o verdadeiro escopo se centrasse na crise social). Compreendo a posição de Cavaco Silva, enquanto Presidente da República que não se deve imiscuir nas decisões governamentais (mas porquê?...). Já não entendo Manuel Alegre - sinais do tempo: apoio, a quanto obrigas!... - que fantasia um oportuno silêncio sobre o tema.
Valha-nos Fernando Nobre (por isso é que é, por ora, o meu candidato: despartidário, sem compromissos com nenhum partido) que já sublinhou o seguinte: "ninguém questiona a necessidade de o país adoptar medidas correctivas, o que me questiono é sobre temas específicos como a questão da não existência de uma discriminação positiva ao nível do IVA e do IRS", ao mesmo tempo que propõe um corte de 10% nos salários superiores a 10 mil euros e que os salários inferiores a 700 euros não devem sofrer qualquer penalização em matéria de IRS.
O combate desenfreado (obsessivo: afinal, já não vão ser 8,3% em 2010 mas sim 7,3% e, em 2011, 4,6%!...) ao défice não deve ser feito à custa duma crescente miséria social. Neste ponto, é óbvio que os mais pobres se encontram bem mais próximos do que os que ganham razoavelmente e dos que recebem salários milionários. Convém referir que pobres, em Portugal, estão contabilizados em cerca de 2 milhões (pasme-se: muitos destes são trabalhadores com salários vergonhosamente infames). Para além destes, existem outros tantos que se posicionam no fio da navalha, isto é, um pouco acima do limiar da pobreza. Ora, este agravamento fiscal não vai trazer ao país (à sociedade) uma maior homogeneidade social. Infelizmente, penso que os nossos governantes, estejam eles em coligação ou a governar sozinhos (e eles lá sabem com quem se coligam... é fácil pedir desculpa quando se continua a viver bem) pensam mais em cifras do que em pessoas (desculpem, mas vem-me sempre à minha vertente neurolinguística o grito de António Guterres a Cavaco Silva quando lhe trombeteou que os portugueses não são números...).
É, portanto, necessário, de uma vez por todas, que a fundação política assente naquilo que o padre Anselmo Borges apelidou, apropriadamente, de inteligência social. Sem ela, os portugueses não passarão, inevitável e desconsoladamente, de números rascas.
Valha-nos Fernando Nobre (por isso é que é, por ora, o meu candidato: despartidário, sem compromissos com nenhum partido) que já sublinhou o seguinte: "ninguém questiona a necessidade de o país adoptar medidas correctivas, o que me questiono é sobre temas específicos como a questão da não existência de uma discriminação positiva ao nível do IVA e do IRS", ao mesmo tempo que propõe um corte de 10% nos salários superiores a 10 mil euros e que os salários inferiores a 700 euros não devem sofrer qualquer penalização em matéria de IRS.
O combate desenfreado (obsessivo: afinal, já não vão ser 8,3% em 2010 mas sim 7,3% e, em 2011, 4,6%!...) ao défice não deve ser feito à custa duma crescente miséria social. Neste ponto, é óbvio que os mais pobres se encontram bem mais próximos do que os que ganham razoavelmente e dos que recebem salários milionários. Convém referir que pobres, em Portugal, estão contabilizados em cerca de 2 milhões (pasme-se: muitos destes são trabalhadores com salários vergonhosamente infames). Para além destes, existem outros tantos que se posicionam no fio da navalha, isto é, um pouco acima do limiar da pobreza. Ora, este agravamento fiscal não vai trazer ao país (à sociedade) uma maior homogeneidade social. Infelizmente, penso que os nossos governantes, estejam eles em coligação ou a governar sozinhos (e eles lá sabem com quem se coligam... é fácil pedir desculpa quando se continua a viver bem) pensam mais em cifras do que em pessoas (desculpem, mas vem-me sempre à minha vertente neurolinguística o grito de António Guterres a Cavaco Silva quando lhe trombeteou que os portugueses não são números...).
É, portanto, necessário, de uma vez por todas, que a fundação política assente naquilo que o padre Anselmo Borges apelidou, apropriadamente, de inteligência social. Sem ela, os portugueses não passarão, inevitável e desconsoladamente, de números rascas.
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domingo, fevereiro 21, 2010
sinais
Vêm paulatinamente à superfície do nosso status social casos e mais casos que, na eventualidade de não resultarem judicialmente em nada, ao menos dão a conhecer um pouco da forma como se cozinham, na "alta política" (devidamente grafada por aspas), as estratégias, os compadrios, as destemperanças. O caso "Face Oculta" é, a este propósito, paradigmático.
Li uma das entrevistas dum senhor chamado Rui Pedro Soares, ex-administrador da PT, nomeado pelo Governo, através do pressuposto normativo da Golden Share do Estado nessa empresa. Obviamente que esta tão inócua existência pública do Sr. Rui Soares não passaria disso mesmo: um pássaro a migrar para os calores trópicos durante os nossos invernos descontentes. Acontece que é difícil a atenuação do deslumbramento para alguém que diz, orgulhoso, que entrou aos quinze anos para a Juventude Socialista (um problema, esta gente) e que, questionado pela sua ascensão meteórica, afirma que se está "a fugir-se a avaliação dos quatro anos em que fui administrador da PT SGPS", e também que, no reinado PSD, ente 2001 e 2004, triplicou o seu salário na PT.
Ora, é precisamente neste ponto que convém ficarmos alerta. Estas personagens - verdadeiros tipos sociais - não merecem o dinheiro que ganham. Simplesmente por que ainda não tiveram tempo de o demonstrar. Como escreve Henrique Monteiro no Expresso, um técnico superior da Função Pública no topo da carreira levaria mais de 20 anos a ganhar o mesmo que Rui Pedro Soares num ano." Deste modo, as certezas, quanto aos favores políticos, de alguém que contribuiu, modestamente (Rui Soares dixit), na eleição do primeiro-ministro, desenvolvem-se de forma inexorável. As crises podem ser benéficas, na medida em que revelam a expressão dos países e das suas gentes. Neste sentido, as catarses advindas nestes momentos mais difíceis poderão, efectivamente, ser a única salvação nacional. Daí que seja salutar sabermos que estes senhores andam, sorrateiramente, a viajar para Milão com um contrato no bolso de 350 mil euros com Luís Figo (um amigo, mais um) e ainda afirmam, deleitados, que é um número inferior ao que o ex-futebolista costuma cobrar pela imagem (um caso de sentido patriotismo, portanto). Do mesmo modo, é também interessante sabermos que as encenações de Figo com "Sócrates 2009", juntos, numa esplanada do Parque Expo, poderão ser o resultado de mais uma qualquer contratualização (é a imagem, estúpido...) laboral.
Daí que a recente candidatura de Fernando Nobre, presidente e fundador da AMI, poderá constituir, no nosso triste espectro político e social, uma lufada de ar fresco. Aparentemente, Fernando Nobre será, de forma objectiva, o candidato da cidadania, isto é, um verdadeiro candidato apartidário. Por isso, estou em crer que é de todo precipitado a contabilidade eleitoral em que já se embrenharam parte dos jornalistas e comentadores, na qual preconizam um eleitorado de esquerda dividido e a subsequente vitória de Cavaco Silva logo na primeira volta. O actual presidente da República agradece, pois, o serviço prestado por estes valorosos e intuitivos opinion makers. Só que nos devemos questionar por que razão é que Fernando Nobre dividirá apenas o eleitorado de esquerda. Acaso os valores éticos e morais que o norteiam não se enquadram com os valores sociais da igreja? Não demonstrou já ser uma personalidade que não contrapõe qualquer enquadramento partidário nas suas tomadas de posição político-sociais (a este propósito, convém notar que já objectivamente avalizou candidatos que vão da esquerda à direita parlamentar, nas diversas eleições nacionais, autárquicas e europeias)? No entanto, para os nossos jornalistas, tudo está, já, definido: Alegre, coitado, está perdido.
Pela minha parte, gostei de ler a entrevista do candidato ao Expresso, quando afirmou, peremptório, que "as pensões mínimas deveriam ser de 500 euros, e as reformas máximas de 5 mil euros" (não é populismo, como alguns já começaram, maldizentemente, a desenhar). É, de facto, um sintomático ponto de partida. Do mesmo modo, salientou que não deveriam ser as grandes obras públicas o impulsionador primeiro da saída da crise. Em sua substituição, os investimentos mais pequenos, como a requalificação urbana e a recuperação do património revelar-se-iam bem mais coerentes e proveitosos (ideia já defendida aqui algumas vezes). Na verdade, ouço sistematicamente na comunicação social a promoção do aeroporto da Portela. Na mesma óptica, as auto-estradas parecem-me mais que suficientes, ao contrário da melhoria de algumas estradas nacionais.
Por isso, a candidatura de Fernando Nobre poderá ser uma espécie de surgimento nacional. Não, obviamente, pela índole sebastianista, que não é, aliás, séria. Mas antes pela oportunidade de, talvez pela primeira vez numa campanha eleitoral para o mais alto cargo institucional da nação, ouvirmos alguém falar a língua de todos nós, seja ateu ou cristão, muçulmano ou católico, de direita ou de esquerda. Alguém em quem, verdadeiramente, os partidos não se revejam.
Li uma das entrevistas dum senhor chamado Rui Pedro Soares, ex-administrador da PT, nomeado pelo Governo, através do pressuposto normativo da Golden Share do Estado nessa empresa. Obviamente que esta tão inócua existência pública do Sr. Rui Soares não passaria disso mesmo: um pássaro a migrar para os calores trópicos durante os nossos invernos descontentes. Acontece que é difícil a atenuação do deslumbramento para alguém que diz, orgulhoso, que entrou aos quinze anos para a Juventude Socialista (um problema, esta gente) e que, questionado pela sua ascensão meteórica, afirma que se está "a fugir-se a avaliação dos quatro anos em que fui administrador da PT SGPS", e também que, no reinado PSD, ente 2001 e 2004, triplicou o seu salário na PT.
Ora, é precisamente neste ponto que convém ficarmos alerta. Estas personagens - verdadeiros tipos sociais - não merecem o dinheiro que ganham. Simplesmente por que ainda não tiveram tempo de o demonstrar. Como escreve Henrique Monteiro no Expresso, um técnico superior da Função Pública no topo da carreira levaria mais de 20 anos a ganhar o mesmo que Rui Pedro Soares num ano." Deste modo, as certezas, quanto aos favores políticos, de alguém que contribuiu, modestamente (Rui Soares dixit), na eleição do primeiro-ministro, desenvolvem-se de forma inexorável. As crises podem ser benéficas, na medida em que revelam a expressão dos países e das suas gentes. Neste sentido, as catarses advindas nestes momentos mais difíceis poderão, efectivamente, ser a única salvação nacional. Daí que seja salutar sabermos que estes senhores andam, sorrateiramente, a viajar para Milão com um contrato no bolso de 350 mil euros com Luís Figo (um amigo, mais um) e ainda afirmam, deleitados, que é um número inferior ao que o ex-futebolista costuma cobrar pela imagem (um caso de sentido patriotismo, portanto). Do mesmo modo, é também interessante sabermos que as encenações de Figo com "Sócrates 2009", juntos, numa esplanada do Parque Expo, poderão ser o resultado de mais uma qualquer contratualização (é a imagem, estúpido...) laboral.
Daí que a recente candidatura de Fernando Nobre, presidente e fundador da AMI, poderá constituir, no nosso triste espectro político e social, uma lufada de ar fresco. Aparentemente, Fernando Nobre será, de forma objectiva, o candidato da cidadania, isto é, um verdadeiro candidato apartidário. Por isso, estou em crer que é de todo precipitado a contabilidade eleitoral em que já se embrenharam parte dos jornalistas e comentadores, na qual preconizam um eleitorado de esquerda dividido e a subsequente vitória de Cavaco Silva logo na primeira volta. O actual presidente da República agradece, pois, o serviço prestado por estes valorosos e intuitivos opinion makers. Só que nos devemos questionar por que razão é que Fernando Nobre dividirá apenas o eleitorado de esquerda. Acaso os valores éticos e morais que o norteiam não se enquadram com os valores sociais da igreja? Não demonstrou já ser uma personalidade que não contrapõe qualquer enquadramento partidário nas suas tomadas de posição político-sociais (a este propósito, convém notar que já objectivamente avalizou candidatos que vão da esquerda à direita parlamentar, nas diversas eleições nacionais, autárquicas e europeias)? No entanto, para os nossos jornalistas, tudo está, já, definido: Alegre, coitado, está perdido.
Pela minha parte, gostei de ler a entrevista do candidato ao Expresso, quando afirmou, peremptório, que "as pensões mínimas deveriam ser de 500 euros, e as reformas máximas de 5 mil euros" (não é populismo, como alguns já começaram, maldizentemente, a desenhar). É, de facto, um sintomático ponto de partida. Do mesmo modo, salientou que não deveriam ser as grandes obras públicas o impulsionador primeiro da saída da crise. Em sua substituição, os investimentos mais pequenos, como a requalificação urbana e a recuperação do património revelar-se-iam bem mais coerentes e proveitosos (ideia já defendida aqui algumas vezes). Na verdade, ouço sistematicamente na comunicação social a promoção do aeroporto da Portela. Na mesma óptica, as auto-estradas parecem-me mais que suficientes, ao contrário da melhoria de algumas estradas nacionais.
Por isso, a candidatura de Fernando Nobre poderá ser uma espécie de surgimento nacional. Não, obviamente, pela índole sebastianista, que não é, aliás, séria. Mas antes pela oportunidade de, talvez pela primeira vez numa campanha eleitoral para o mais alto cargo institucional da nação, ouvirmos alguém falar a língua de todos nós, seja ateu ou cristão, muçulmano ou católico, de direita ou de esquerda. Alguém em quem, verdadeiramente, os partidos não se revejam.
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