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sexta-feira, junho 03, 2011
os donos de portugal
Curiosa a afirmação de Passos Coelho hoje, em Lisboa, defendendo a alteração do estado de coisas em Portugal que potencia uma cada vez maior desigualdade entre os portugueses. Coelho vai, neste sentido, ao encontro de Francisco Louçã (e de Jerónimo), quando afirma, por exemplo, que "há um punhado de gente que quase é dona de Portugal". Esta linguagem esquerdizante não é inocente: Coelho joga o tudo por tudo pela maioria absoluta e, sabendo que não pode mais pescar no CDS de Portas, não se coíbe de pescar à linha nos descontentes do PS e também em algumas incoerências comunistas e bloquistas. Chama-se a isto, simplesmente, eleições. Depois, é claro, tudo fica como aquele momento antes de tudo. E os papéis retomam os seus devidos escalonamentos.
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campanha eleitoral,
Pedro Passos Coelho
quinta-feira, junho 02, 2011
campanhas
Hoje foi um dia em cheio para PS, PSD e CDU, que andaram a banhos de multidão pelo Porto (não tenho a certeza por onde andou Paulo Portas). Fica assim para memória futura o Porto, cidade de liberdade, cidade cujas pessoas têm o coração na boca, segundo expressão de Jerónimo de Sousa. Não sei, sinceramente, onde para o coração desta gente do norte em geral e do Porto em particular. O que me parece é que estas arruadas, divertidas e festivas, não são espelho de nada, nem mesmo do povo. Quando muito, refletem a hipocrisia dos políticos e da política "made in Portugal". Mas espelham também algumas pessoas, estas anónimas, as quais não têm mais para onde se virar, a não ser para o queixume estéril das campanhas. Outras, porém, olham para os partidos como se de clubes de futebol se tratasse (eu sei que Paulo Portas insiste nesta ideia, que não é, aliás, nova). Decididamente falta a esta gente o que sobra aos políticos e aos partidos, um não sei quê de algum maquiavelismo.
Adenda: interessante verificar os apoios sonantes que têm surgido timidamente em redor de Passos Coelho. Hoje, especialmente, gostei de ver Rui Rio na arruada de Santa Catarina.
Adenda: interessante verificar os apoios sonantes que têm surgido timidamente em redor de Passos Coelho. Hoje, especialmente, gostei de ver Rui Rio na arruada de Santa Catarina.
quarta-feira, junho 01, 2011
dia mundial da criança
Nunca o dia mundial das criancinhas foi tão insistentemente focado por esta gente que anda por aí em campanha eleitoral. A esquerda, então, tem-me enternecido o coração. Ver Luís Fazenda, Louçã e Jerónimo (que até as comia ao pequeno-almoço) assim tão infantis, assim tão de corações partidos, é coisa que efetivamente modificará o voto de muita boa gente. O que não sei é para que lado.
terça-feira, maio 24, 2011
campanhas
Eis que surge, ao segundo dia da campanha, um novel personagem, que conhecíamos somente de algumas pequenas conferências e entrevistas rápidas. O seu nome é Paulo Campos e é (ou foi) secretário de estado de qualquer coisa. O sr. Paulo Campos transpirou a sua verve comiceira reinaugurando (coisa que estará, certamente, habituado no decorrer da sua última atividade) o slogan "Soares é fixe", mas agora emprestado a Sócrates. Campos tentou emergir a estupefacta assistência que o ouvia (ou talvez não), com as repetições e demais paradigmas comiceiros. O resultado foi paupérrimo. Ouvimo-lo, vimo-lo de braços erquidos e nada. Quase não se ouviu o fixe. Quase não se ouviu o Sócrates. A coisa continuou depois no comício seguinte, agora com o sr. José Junqueiro, um habitué nestas coisas do disparate em campanha eleitoral.
domingo, maio 22, 2011
jardinices
Nada como uma boa campanha, no sentido popular da coisa (é disto que o meu povo gosta, diria um famoso jornalista desportivo, já falecido) para outorgar um sentido de uma certa imparcialidade na visão que se tem dos partidos políticos em geral e dos políticos em particular. E no que diz respeito a campanhas eleitorais, os principais partidos orientam-se, de facto, numa espécie de bitola jardinista, com o seu foguetório televisivo, em que o que conta é muito mais a inócua espuma discursiva e muito menos a pretensamente necessária mensagem política.
sexta-feira, maio 20, 2011
o africanista
Ontem um dirigente socialista alentejano referiu-se a Passos Coelho como o "africanista de Massamá". Hoje, Vieira da Silva, dirigente nacional, lamentou a expressão, ofensiva e de mau gosto. Excluindo as subjetividades alcançáveis, o que me importa salientar liga-se a este conglomerado de personalidades existentes num partido como o PS, tradicionalmente defensor de valores civilizacionais que emergiram no século anterior, designadamente o valor da igualdade do ser humano, independentemente da raça, credo ou estatuto social. Consequentemente, teve o PSD a hipótese de brilhar, através de Fernando Seara, presidente da Câmara municipal de Sintra, o qual referiu que se sente orgulhoso de "liderar um concelho multicultural", que defende "a tolerância, a multiculturalidade [e] o sentido de respeito".
Seria bom que a estupidez pagasse imposto. Pelo menos colocaria alguns pacóvios no sítio.
Seria bom que a estupidez pagasse imposto. Pelo menos colocaria alguns pacóvios no sítio.
segunda-feira, maio 16, 2011
campanhas
Vivemos já sob o signo contumaz das campanhas. Passos Coelho adverte e apela para que o primeiro-ministro não trate os portugueses por imbecis. Por sua vez, Sócrates não ouve e sabe muito bem (tal como Portas) que em campanha eleitoral o mais importante é o sound bite, aquela ideia que é nada porque não é mais do que uma inverdade, uma pura e obsidiante fantasia. Neste sentido, importa encostar Passos Coelho ao ultraliberalismo que até a água aspira a privatizar. Pois é, camaradas, nunca se viu tal coisa em trinta anos de democracia. Os outros camaradas (bloquistas e comunistas) esfalfam-se por combater esta ideia terrível de que possa haver camaradas no Largo do Rato socratista. Portas, enlevado pelas sondagens, descobriu que este será o início da futura vida do partido, talvez um sonho de passagem de aglutinado para aglutinador.
Os da troika só fizeram mal não ficar por cá até dia 5 próximo. Aí piaríamos todos baixinho. Ou quase todos.
Os da troika só fizeram mal não ficar por cá até dia 5 próximo. Aí piaríamos todos baixinho. Ou quase todos.
terça-feira, maio 05, 2009
as desculpas do pcp
Por que raio deveria o PCP pedir desculpas ao PS relativamente ao que aconteceu no 1º de Maio? Acaso eram militantes do PCP os injuriadores? E desde quando é que uma iniciativa comemorativa da CGTP se espelha como uma actividade do PCP? Quem, afinal, se quer aproveitar deste incidente?
Basta ouvir o Vital e o Vitalino (Canas) para descobrirmos a resposta.
Basta ouvir o Vital e o Vitalino (Canas) para descobrirmos a resposta.
campanhas
Nada como uma campanha eleitoral para conhecermos os políticos. Então quando em vez de uma se juntam três num escasso espaço de tempo, as coisas parecem fluir condignamente. Vivemos um tempo estranho. Comentadores, jornalistas, políticos, os chamados opinion makers têm tido muito trabalho. Tanto que passam a vida a analisar aspectos interessantes da política como, por exemplo, os cartazes eleitorais, designadamente aqueles que habitam as rotundas, cruzamentos e entradas das cidades. Neste campo, Manuela Ferreira Leite foi crucificada. De facto, nada como os preconceitos para nortear o comentário político. A própria tem, naturalmente, culpa: não é propriamente uma ave rara na política (foi ministra da educação e das finanças no consulado cavaquista e não deixou saudades). Mas também é verdade que nunca foi líder partidária e sempre se pautou como uma espécie de D. Sebastião social-democrata (um outro com idêntico carisma que, felizmente, se tem vindo a esvaziar é António Borges). Ou seja: foi paulatinamente erigindo uma imagem que deveria ter uma resposta em consonância com o cargo que ocupa (cargo esse para o qual foi demasiado impelida, deve-se sublinhar). E não é isso que se tem vindo a passar. Muito por culpa dela, decerto, mas também por culpa da imprensa. Vejamos os casos dos cartazes.
Colocando lado a lado os primeiros cartazes do PS e do PSD por que razão foi o de Manuela Ferreira Leite tão torturado? Acaso estará o do PS melhor elaborado, tanto do ponto de vista artístico (o que de isso tem de subjectivo) como também no que diz respeito à mensagem que pretende transmitir? Não será a sobriedade uma imagem de marca da candidata? O fundo cinzento-escuro não estará, do ponto de vista da mensagem global (política, pessoal, social, psicológica), idealizado de forma eficaz, comparando com os tons monárquicos em que Vital Moreira aparece, sem prescindir da sua própria assinatura? Porquê então este purgatório para a líder social-democrata? A resposta carece de análise mais cuidada, mas passa, incontornavelmente, pela imprensa que temos.
Manuel Pinho referiu-se deste modo a Paulo Rangel: "tem de comer muita papa Maizena para chegar aos calcanhares de Basílio Horta". O assunto que está subjacente a este extraordinário pensamento liga-se ao projecto que o candidato ao Parlamento Europeu do PSD atentou, o qual preconiza um Erasmus para o primeiro emprego. Basílio Horta comentou em tom crítico Rangel, afirmando que tal projecto - conhecido por Vasco da Gama - já existe. Ora, o cabeça de lista social-democrata estranhou que um "agente administrativo" tenha intervido directa e objectivamente na campanha eleitoral. Tem razão? Não tem razão? Não interessa. O que de facto interessa são as patatadas de Pinho, essa excelência da política portuguesa que disse o que disse. Os eleitores gostam? Claro que gostam (que falta faz uma boa escola num país). Os jornais apreciam? Obviamente.
Colocando lado a lado os primeiros cartazes do PS e do PSD por que razão foi o de Manuela Ferreira Leite tão torturado? Acaso estará o do PS melhor elaborado, tanto do ponto de vista artístico (o que de isso tem de subjectivo) como também no que diz respeito à mensagem que pretende transmitir? Não será a sobriedade uma imagem de marca da candidata? O fundo cinzento-escuro não estará, do ponto de vista da mensagem global (política, pessoal, social, psicológica), idealizado de forma eficaz, comparando com os tons monárquicos em que Vital Moreira aparece, sem prescindir da sua própria assinatura? Porquê então este purgatório para a líder social-democrata? A resposta carece de análise mais cuidada, mas passa, incontornavelmente, pela imprensa que temos.
Manuel Pinho referiu-se deste modo a Paulo Rangel: "tem de comer muita papa Maizena para chegar aos calcanhares de Basílio Horta". O assunto que está subjacente a este extraordinário pensamento liga-se ao projecto que o candidato ao Parlamento Europeu do PSD atentou, o qual preconiza um Erasmus para o primeiro emprego. Basílio Horta comentou em tom crítico Rangel, afirmando que tal projecto - conhecido por Vasco da Gama - já existe. Ora, o cabeça de lista social-democrata estranhou que um "agente administrativo" tenha intervido directa e objectivamente na campanha eleitoral. Tem razão? Não tem razão? Não interessa. O que de facto interessa são as patatadas de Pinho, essa excelência da política portuguesa que disse o que disse. Os eleitores gostam? Claro que gostam (que falta faz uma boa escola num país). Os jornais apreciam? Obviamente.
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